Os advogados da família do estudante João César Eugênio de Boscoli Rios, morto em fevereiro do ano passado no acidente da marquise da Universidade Estadual de Londrina (UEL), protocolaram ontem no Fórum de Londrina uma ação contra a instituição, o Estado e a construtora. ''Será um caso de responsabilidade solidária. Todos são responsáveis por tudo o que for determinado em juízo'', explicou o advogado João Fernando de Alvarenga Reis.
Além de uma indenização, os advogados pedem que a instituição faça vistorias e relatórios periódicos sobre o estado dos prédios. ''A família deseja levantar uma bandeira sobre a manutenção de prédios públicos. O caso da UEL não foi o único, por isso, o interesse é que esta situação seja discutida pela sociedade'', assegura.
Ele afirma ainda que o interesse dos familiares de Rios não são os bens materiais, por isso a ação não tem valores expressos e que estes deverão ser arbitrados pelo juízo. ''Deixaremos a justiça decidir o valor da indenização. Se a família não concordar, recorreremos da decisão. Mas o valor não foi expresso, porque este não é o objetivo principal, mas sim que as responsabilidades sobre o acidente sejam apuradas devidamente, até porque a indenização em espécie é direito da família''.
O documento protocolado ontem pede reparação financeira por danos morais, lucros cessantes e ainda pensão vitalícia. ''Como o estudante ainda não tinha filhos, os herdeiros deles são os pais. A pensão deverá ser paga mensalmente até o ano em que ele completaria 70 anos ou o falecimento dos dois responsáveis''.
A assessoria de imprensa da UEL informou que só vai se pronunciar sobre o caso depois que for notificada e tomar conhecimento do teor da ação. A Procuradoria Geral do Estado também não quis se pronunciar sobre o assunto.

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