A construtora Mendes Empreendimentos Imobiliários, que há três anos mantém convênio com o Depen, emprega pelo menos 5% dos detentos da Colônia Penal Agrícola nos canteiros de obras da empresa. ‘‘Os presos trabalham com mais vontade do que os empregados comuns. Eles enfrentam qualquer serviço e são muito dedicados’’, elogia o diretor da construtora, Paulo Emílio Guarinello. Ele usa hoje a mão-de obra de 46 detentos, que atuam na construção de dois prédios em Curitiba.
A empresa oferece inclusive curso de formação profissional para os detentos que mais se destacam no trabalho. Depois que saem da prisão, eles são contratados. ‘‘O trabalho é a melhor maneira de recuperar o preso’’, acredita Guarinello. Ele conta que tinha dificuldades de contratar sobretudo os serventes. ‘‘Eles eram lentos demais’’, diz. Então, decidiu experimentar o trabalho dos detentos. ‘‘A tentativa deu certo. Eles fazem em dez minutos o que os outros levavam mais de uma hora’’, compara.
O engenheiro da Coenge, Eduardo Pasquini Pires, destaca as vantagens de se empregar os detentos. ‘‘Além da importante função social, os custos com os encargos sociais ficam reduzidos’’, diz. Ele afirma que muitos presos não apresentam qualificação para o trabalho de serventes ou pedreiros, mas os que se destacam recebem apoio e são contratados. (E.E.S.)

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