FÓRUM DE CURITIBA
Construtora contesta falha em prédio
Arquivo FolhaOBRA INACABADAO prédio do Fórum, no Centro Cívico, começou a ser construído em 87, mas obra parou por suspeita de falhas na estruturaA campanha para a construção do Fórum em Curitiba, lançada pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) da subseção de Curitiba, Nataniel Ricci, retoma as discussões sobre o destino do esqueleto do prédio abandonado no Centro Cívico. O edifício, cuja estrutura começou a ser construída em 87, abrigaria o Fórum da cidade, mas nunca foi concluído devido a suspeitas de falhas técnicas na construção. A polêmica que existe desde 90 – quando as obras foras paradas – e retomou fôlego agora, divide o público curitibano entre os que são a favor e os que são contra a implosão do prédio.
Rodrigo Tanus, diretor da Construtora Coteli – empresa contratada pelo Estado para fazer a estrutura de concreto do prédio –, tem laudo judicial comprovando que a obra não apresenta nenhuma falha que comprometa sua segurança e solidez. A única deficiência do trabalho, segundo o documento, seria de ordem estética, e poderia ser facilmente corrigida.
O laudo foi feito em 92, depois de uma longa discussão entre a construtora e o Departamento Estadual de Construção e Obras Públicas (Decon). ‘‘Eles mandavam peritos que constatavam defeitos na obra e nós constratávamos um engenheiro para desmentí-los’’, conta Tanus.
Ele diz ainda que sua empresa entrou, em 92, em uma ação contra o Estado por não ter recebido a última parcela do pagamento pela construção. A verba foi empenhada pelo Decon por ordem do Tribunal de Justiça – órgão responsável pela obra, que custou, no total, cerca de R$ 14 milhões atualizados.
‘‘Se tivesse sido provado que há falhas técnicas, o Estado é que teria nos acionado. Mas até agora não fez isso e aconteceu justamente o constrário’’, afirma. Se existe algum problema que comprometa a seguraça do edifício, de acordo com ele, é devido à falta de conservação da estrutura.
O desembargador Sydney Dittrich Zappa, presidente do Tribunal de Justiça, avisa, por meio de sua assessoria de imprensa, que está tratando do assunto junto ao governo do Estado. Segundo a assessoria, ele não daria à reportagem nenhuma outra informação a respeito da construção. (M.M.)

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