Construtora ameaça parar Cadeia; governo promete verba para breve
Dos últimos oito operários que trabalham na construção da nova Cadeia Pública de Londrina, sete estão sob aviso prévio e serão demitidos no próximo dia 23, caso o governo do Estado não faça qualquer repasse de verbas até lá. A Sial Construções Civis, empresa de Cascavel responsável pela obra, ameaça paralisá-la totalmente porque não recebeu um único centavo desde que iniciou a construção, em agosto do ano passado.
As informações são do mestre-de-obras Antonio Cavalari, que é um dos operários com aviso prévio. Um único funcionário continuaria no local, a partir do dia 24, como responsável pela vigilância dos equipamentos e materiais da construtora. Já a partir de segunda-feira, caminhões da Sial devem transportar para outras obras madeirites, telas e outros materiais que estão apodrecendo e se estragando no canteiro de obras da cadeia.
Cavalari diz que chegou a contar com cerca de 100 homens trabalhando no local. Depois, como o governo do Estado não cumpriu o cronograma mensal de repasse de recursos, eles foram sendo demitidos mês a mês. Desde dezembro, que o ritmo da construção está extremamente lento. Estamos devagar, quase parando, há muito tempo. Nosso cronograma está totalmente atrasado, comenta o responsável pela obra, lembrando que a previsão inicial era de que a nova cadeia seria inaugurada em agosto deste ano.
O custo total da obra é de R$ 2.523.000,00. A primeira parcela, relativa ao trabalho executado em agosto, era de R$ 52.000,00, deveria ter sido paga em 6 de setembro passado, e até hoje não foi liberada pela Secretaria Estadual de Fazenda. Na última semana, o governador Jaime Lerner (PFL) afirmou em visita a Londrina que uma parcela de R$ 327.000,00 - relativa a quatro faturas - seria liberada em breve. Ontem, por telefone, a assessoria de imprensa da Secretaria de Fazenda confirmou que estes recursos já foram empenhados e estão na programação financeira para serem repassados à empreiteira nos próximos dias.Mario CesarQuase parandoOs oito operários que trabalham nas obras da cadeia estão sob aviso prévio: demissão no dia 23Osmani Costa





