Almirante Tamandaré - O juiz-substituto de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, Marcel Guimarães de Macedo, decretou ontem a prisão preventiva do construtor Ananias de Oliveira Camargo. Ele é suspeito de integrar a quadrilha apontada como autora de uma série de crimes que vem acontecendo no município nos últimos anos. Camargo depôs na Delegacia de Ordem Social, em Curitiba, no último dia 9 e seu depoimento controverso levou o Ministério Público estadual a oferecer um aditamento na denúncia já oferecida contra a quadrilha, que até o momento inclui 17 réus.
A decisão determina que o acusado preste novo depoimento nos próximos dez dias. O juiz entendeu que existem provas da participação do construtor na morte de duas mulheres e cinco homens, ocorridas entre 2000 e 2002 em Almirante Tamandaré. Com a decisão do juiz, Camargo é incluído como réu no processo que acusa sete policiais militares e um civil de envolvimento na quadrilha. O construtor é o principal suspeito de ter assassinado o policial militar Alceu Rodrigues, conhecido como ''Beá'' e a doméstica Suzana Moura Gazani. Ele também é acusado pela força-tarefa especial de suposta participação em roubo de carros e desmanches.
Além das decisões relacionadas ao construtor, o juiz também se pronunciou a respeito de uma fita anexada ao processo pela defesa do PM Juarez Silvestre Vieira e determinou a degravação da fita e a identificação dos interlocutores da gravação. Mas em avaliação preliminar, o MP, já descartou que a fita possa trazer novidades para o caso de Amirante Tamandaré. As gravações no entanto, podem estar relacionadas com as investigações em torno da morte do gerente administrativo do Banestado e presidente do PPS em Almirante Tamandaré, Miguel Siqueira Donha. Ele foi assassinato há dois anos, em Itaperuçu, também na região metropolitana.

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