Construído em Curitiba o primeiro crematório do PR
Giovani Ferreira
De Curitiba
Está sendo construído em Curitiba o primeiro crematório do Paraná. Este será o quarto empreendimento particular do gênero no País. Atualmente, existem somente em cemitérios de Santos (SP), Vitória (ES) e São Leopoldo (RS). O grupo do Cemitério Jardim da Saudade está investindo mais de R$ 600 mil para colocar em operação o Crematorium Metropolitan. Hoje os paranaenses que desejam cremar seus familiares, precisam se deslocar até São Paulo, onde existe o crematório mais próximo. Além dos três crematórios particulares, existe um outro administrado pelo Exército, no Rio de Janeiro, um da Santa Casa do Rio de Janeiro e outro na cidade de São Paulo.
Pesquisas desenvolvidas em vários Estados revelam que entre 20% e 30% da população brasileira têm interesse em ser cremada. No entando, por falta de locais e problemas que envolvem a família, apenas 2% das pessoas que morrem acabam cremadas no Brasil.
A maioria das pessoas que optam pelo crematório toma a decisão baseada em preceitos religiosos e culturais. No entanto, essa opção também pode ser feita levando em consideração questões financeiras. Gelson Matzenbacher, sócio-gerente do Jardim da Saudade, explica que a cremação fica muito mais em conta que um funeral. Enquanto o enterro não sai por menos de R$ 1,5 mil, a cremação pode ser realizada por um custo entre R$ 350,00 e R$ 400,00.
A expectativa dos diretores do cemitério é estar com as instalações prontas para uso em fevereiro do próximo ano. O Jardim da Saudade já possui inclusive a licença do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), documento que legaliza o funcionamento do crematório, que está sendo construído em uma área de 7 mil metros quadrados, na divisa entre os municípios de Curitiba e Pinhais. A função do IAP é aprovar a localização e concepção, atestar a viabilidade ambiental e ao mesmo tempo estabelecer requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas fases de implemantação do sistema.
Segundo Matzenbacher, a instalação de um crematório em Curitiba pode ser uma solução para os indigentes que morrem e não possuem família e nenhum outro amparo que não seja o poder público. Na avalição dele, para as prefeituras fica mais barato e ao mesmo tempo mais prático optar pela cremação.
Hoje, para ser cremada, o ideal é que a pessoa deixe a família ciente do desejo e registre uma declaração em cartório. Caso contrário, para que seja feita a cremação do corpo, a família terá que pedir autorização para a Justiça.





