Prédios antigos, com mais de 40 anos, poucas obras de ampliação e inúmeras pequenas reformas. Este é o quadro da maioria das delegacias da região Norte do Paraná. Em Rolândia (25 km a oeste de Londrina), a última fuga aconteceu no dia 21 de julho, quando seis presos escaparam por um túnel aberto no chão de uma das celas.
‘‘Esta fuga só nos ajudou para que conseguíssemos reformar o prédio’’, afirmou o delegado Antônio do Carmo. O túnel aberto demonstrou à polícia que a cadeia estava totalmente vulnerável a fugas há muitos anos, o que também passou despercebido pelos próprios detentos. O piso, por exemplo, era com concreto fino e não tinha malha de ferro, como nas construções mais novas.
Por conta desta fuga, Antônio do Carmo conseguiu que as reformas, já programadas, fossem realizadas com mais rapidez. O piso das celas foi totalmente reforçado, com camada de 20 centímetros de concreto e malha de ferro, construção de novos beliches e sanitários. ‘‘Desde que a cadeia foi construída esta foi a primeira grande reforma’’, destacou. No último ano as portas de acesso à delegacia e do ‘‘xadrez’’ receberam alarmes. A proteção do pátio externo também teve a segurança reforçada.
A maior vitória dos detentos foi receber alojamentos com condições de salubridade. A meta agora é continuar trabalhando na parte estética da cadeia e parte elétrica.
‘‘O único problema hoje é que temos 29 detentos - sendo três adolescentes infratores e um pensionista. Destes, 25 estão à disposição da Justiça e alguns condenados aguardam transferência para penitenciária’’. No entanto, Antônio do Carmo garante que a situação não chega a ser considerada superlotação.
Estrutura A comunidade de Sertanópolis (40 km ao norte de Londrina) está reivindicando junto ao governo do Estado a construção de uma nova cadeia.
O prédio atual, com mais de 40 anos e capacidade de abrigar até 50 detentos, está com a estrutura deteriorada, não tendo condições de abrigar presos considerados perigosos, mesmo com as reformas realizadas recentemente pelo governo do Estado.Carlos AlmeidaCondições precárias das cadeias, lotadas de presos que aguardam transferência são as principais queixas dos delegados
Alexandre Sanches

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