A questão dos aparelhos não é a única reclamação que o empresário Marco Tomasetti tem em relação ao Aeroporto de Londrina. Ele observa, por exemplo, que o Ministério da Aeronáutica - atendendo a tratados internacionais - delimita as áreas próximas de aeroportos, limitando as construções. O objetivo da medida é garantir a segurança tanto dos vôos quanto da população, que mora nas proximidades. E também para evitar problemas como excesso de ruídos provocados pelas aeronaves.
Na época do ex-prefeito Wilson Moreira, no entanto, houve pressão popular para que fossem liberadas áreas próximas ao aeroporto para novos loteamentos. A pressão foi tão grande - envolvendo até a Câmara Municipal - que, pouco tempo depois, as construções foram autorizadas pelo próprio Ministério da Aeronáutica. ‘‘Hoje tem um loteamento, o Albatroz, que praticamente está dentro do aeroporto. É um absurdo que deixaram que acontecesse uma coisa dessas’’, critica o empresário.
Uma das consequências daquela época, para adequar o aeroporto às novas condiçoes físicas da região, foi a alteração da rampa de aproximação e também a diminuição da pista em 300 metros. Ou seja, a nova ampliação divulgada pela Infraero recentemente, e que será feita a partir de uma área de quase 245 mil metros quadrados desapropriada pela prefeitura, servirá somente para deixar a pista do tamanho que ela já foi até recentemente. ‘‘Nada mais é do que compensar o que já perdeu’’, lamenta Marco Tomasetti. (L.H.)

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