Construções da Carambeí são maiores problemas
O relatório final apresentado ontem pela Divisão de Controle de Espaço Aéreo confirmou que a caixa d'água, a guarita e parte da escola existentes no terreno das Indústrias Carambeí S.A., na Avenida Salgado Filho, precisam ser removidas para garantir a ampliação da pista do Aeroporto. A negociação entre empresa e prefeitura se arrasta há meses e até ontem não havia perspectivas de solução.
O argumento usado pelo secretário de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, para justificar a demora nas negociações da principal área a ser desapropriada foi a ''indefinição'' dos levantamentos. ''Tínhamos uma pesquisa que apontava somente a retirada da guarita e da caixa d'água, sem a necessidade de desapropriação. Agora que temos o resultado final, esperamos contar com a compreensão da diretoria da empresa para acharmos a melhor solução'', comentou Freitas, lembrando de um relatório anterior, elaborado por professores da Universidade do Norte da Paraná (Unopar). O professor de Ciências Aeronáuticas, Jonas Liasch Filho, esteve ontem na reunião e se justificou. ''Calculamos pela faixa da pista, cujo terreno fica distante 158 metros (projeto exige 150 metros). Agora, foi levado em conta a ''rampa'' (ângulo para pouso e decolagem), que esbarra no andar superior da escola.''
A Infraero ofereceu duas alternativas para o caso: retirada da escola ou rebaixamento do prédio. ''A situação não é tão simples assim. O prédio está alugado para uma rede de ensino e tem alvará. Teremos que voltar a negociar'', disse Freitas, sem definir datas para uma reunião na empresa.
A Folha tentou contactar o procurador da Carambeí em Londrina, Carlos Henrique Schiefer, mas foi informada que ele estava em reunião. Em entrevista anterior, o advogado informou que a empresa ''sempre esteve aberta ao diálogo, mas que não é consultada em momentos decisivos'', como a reunião realizada em Londrina com o presidente da Infraero, Fernando Perrone, em abril deste ano.





