Nas rede estadual de ensino, o problema maior está relacionado às construções antigas, de dois pavimentos, localizados principalmente na Região Central. Instituições como Vicente Rijo, Hugo Simas, Marcelino Champagnat, José de Anchieta e Newton Guimarães estão longe de serem considerados locais acessíveis.
O supervisor de edificações do Núcleo Regional de Educação (NRE), Marcelo Vertuan, afirmou que o custo para a adequação é mais elevado devido à necessidade de elevadores e plataformas elevatórias. ''O programa (Escola Acessível, do governo federal) oferece apenas R$ 15 mil por escola e isso é insuficiente para melhorar essas instituições com dois pavimentos'', alegou.
Segundo estimativas do NRE, das 125 escolas estaduais da região de Londrina apenas 30 são totalmente adequadas. O supervisor destacou que existe o planejamento para a adequação de 14 escolas ainda este ano e outras 35 devem ser adaptadas no ano que vem com recursos do programa Escola Acessível.
Ele explicou que as escolas mais novas já são projetadas prevendo essa acessibilidade. Mariana Pereira, de 20 anos, por exemplo, estuda no Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos (Ceebja) Londrina, na Área Central. ''Eu não tenho dificuldades em circular pelo prédio, pois as portas são largas, os banheiros são adaptados e, além disso, os outros alunos ajudam bastante quando preciso'', revelou.
Nas escolas municipais o cenário não é diferente. Londrina possui 90 escolas de Ensino Fundamental e apenas 30 receberam recursos do programa federal. ''A demanda é feita pela secretaria municipal de Educação, que precisa fazer um planejamento para solicitar os recursos ao Ministério'', explicou Martinha Clarete Dutra Santos, do Ministério da Educação. Por esse motivo ela ressaltou a importância da participação da sociedade para verificar se a escola de seu bairro está de acordo com os padrões de acessibilidade exigidos por lei. A reportagem ligou várias vezes para a secretaria de Educação, mas não obteve informações sobre o assunto. (V.O.)

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