Construção do viaduto está emperrada
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sábado, 24 de janeiro de 2009
Caroline Vicentini<BR>Reportagem Local 
A novela envolvendo as obras na Avenida Ayrton Senna, na Zona Sul de Londrina, apresenta mais um capítulo. O imbróglio agora está na construção do viaduto que ligará o trecho final da avenida à PR-445, aliviando um dos pontos mais complicados do trânsito da cidade, acesso de veículos que trafegam pela Madre Leônia Milito à rodovia, onde estão instaladas duas instituições de ensino. Por volta das 18 horas passam por baixo do viaduto da PR-445 16 mil veículos por hora.
Com prazo de execução de 12 meses, pelo projeto original a obra de transposição da PR-445 deveria estar concluída no dia 31 de janeiro, contudo, segundo o secretário municipal de Obras, Junker Grassioto, até o final do ano passado apenas 11,4% do projeto estavam executados quando 70% dele deveriam estar prontos. ''Esta semana nos reunimos com a Visatec (empreiteira responsável pela obra) e solicitamos que a acelerem ao máximo para que o contrato mantenha-se vigente. Além do mais, o trânsito está prejudicado'', afirmou. O custo da obra é de pouco mais de R$ 4,07 milhões.
De acordo com o sócio-proprietário da Visatec, Faiçal Janani Junior, o cronograma está atrasado devido a três situações: excesso de chuvas, rompimento das adutoras do Sistema Produtor de Água do Cafezal e pedido de realinhamento de preços por causa da elevação do valor do ferro e do concreto. ''Em todo o ano passado tivemos 180 dias de chuvas; a compactação do aterro fica comprometida enquanto a terra está molhada. A obra também não pode continuar sobre a adutora'', argumentou.
Outra situação é a necessidade de um aditivo para compra de concreto e ferro para levantar as vigas do viaduto. O empreiteiro esclareceu que os 11,4% referem-se ao valor financeiro do projeto. ''A parte mais barata da obra está praticamente pronta e a previsão é que o aterro esteja pronto em 60 dias. A mais cara é a que depende do aditivo e o prazo de execução do viaduto é de 90 a 120 dias'', asseverou. O pedido de realinhamento de preços está sendo analisado pela assessoria jurídica da Secretaria de Obras e, conforme o secretário, ainda não há uma conclusão definitiva sobre o assunto. ''Não há como discutir realinhamento com a obra praticamente parada'', frisou.
Na opinião de Junker, as tubulações que estão na área do viaduto atrapalham em apenas 10% o andamento das obras. Em relação à justificativa das chuvas para atrasar o cronograma, o secretário argumentou que ninguém pode utilizar esta alegação, visto que em novembro, dezembro e janeiro sempre chove em Londrina.


