Superlotação, fugas e rebeliões têm sido constantes em Londrina e as autoridades policiais acreditam que o problema será amenizado com a construção da Cadeia Pública, que abrigará presos não condenados. A obra está sendo prometida há alguns anos e o governo Estadual garante que finalmente ela sairá do papel em breve.
Em fevereiro foi iniciada a concorrência para a construção da Cadeia. Amanhã, a partir das 14 horas, serão abertos os envelopes das construtoras interessadas. A abertura dos envelopes que contêm documentação das empresas acontecerá na sede do Escritório Regional da Secretaria Estadual de Obras Públicas, na rua Cambará, área central.
Uma segunda abertura de envelopes, desta vez com as ofertas financeiras das empresas, ocorrerá alguns dias depois. Segundo informações da Secretaria de Obras, a empresa que vencer a concorrência terá prazo de 360 dias para executar a obra.
A Cadeia Pública terá uma área de aproximadamente 3.650 metros quadrados e capacidade para abrigar 292 detentos. O preço máximo para a construção é de R$ 3.195.802,43 e os recursos são do governo do Estado. A área onde se localizará a cadeia, na zona sul, foi doada em 96 pelo empresário Luiz Roberto Ferrari. Em fevereiro, ele ameaçou cancelar a doação caso a construção não tivesse início até o final deste mês. O empresário disse ontem à Folha que mantém a promessa.
Já a Prisão Provisória, que está sendo erguida ao lado da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), na zona sul, deverá estar concluída até o dia 20 de maio. A informação é do engenheiro-chefe do Departamento Estadual de Construção, Obras e Manutenção (Decom), Marcelo Paulino. As mudanças, sugeridas pelo juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Roberto do Valle, foram acatadas pelo Governo do Estado para que o local seja utilizado como ‘‘cadeião’’ até a conclusão da Cadeia Pública.

mockup