Construção de presídio é
defendida por autoridades
As autoridades de segurança pública de Foz do Iguaçu são unânimes em afirmar que a única solução para o problema da superlotação da Cadeia Pública é a construção de um presídio na cidade. O juiz corregedor de presídios do Fórum de Foz, Ruy Muggiati, relatou a dificuldade em se conseguir as vagas no Estado para transferir os presos condenados após a rebelião. ‘‘Demorei seis horas para conseguir duas vagas. O sistema todo está esgotado’’.
‘‘Chegamos a uma situação em que temos que escolher quem se deixa preso e quem é liberado’’, enfatizou o juiz da 2ª Vara Criminal, Marcelo Gobbo Dalla Dea. Ele informou que o Ministério da Justiça já disponibilizou verbas para a construção de três penitenciárias no Paraná – Ponta Grossa, Campo Mourão e Foz.
De acordo com ele, o projeto da penitenciária só não teve início porque alguns setores criaram um impasse. ‘‘O Conselho Municipal enviou um pedido ao governo do Estado para que não fosse construído o presídio aqui para não comprometer a imagem de cidade turística’’, disse.
Muggiati lembrou que a Vara de Execução Criminal já está criada, o que significa a existência de um juiz que estaria exclusivamente dedicado a acompanhar a situação de presos, e só não foi instalada ainda porque a lei exige para isso a existência de um estabelecimento penal.
O presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Carlos Duso, rebateu as acusões: ‘‘Sou a favor que se construa um presídio na região Oeste. Se for construído aqui, os presos de outras regiões também serão trazidos para cá e esse tipo de turista a comunidade não quer’’. (MTC)

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