Construção de pontos deve começar em 90 dias
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quarta-feira, 09 de julho de 2014
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina A assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) promete melhorar as condições dos usuários do transporte coletivo metropolitano de Londrina. O principal objetivo é construir pontos de parada para dar mais segurança e conforto. Atualmente a espera se dá em espaços pequenos à mercê do sol e da chuva e gera muitas reclamações por parte da população.
O TAC foi firmado ontem na sede do Ministério Público de Londrina e contou com a participação de representantes do governo do Estado, Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul).
De acordo com o projeto elaborado pelo Ippul, serão construídos 32 pontos ao longo da Avenida Leste-Oeste, no trecho entre as Ruas Minas Gerais e Professor João Cândido (área central). As atuais estruturas serão demolidas. "Os pontos serão todos fechados nas laterais e atrás e teremos ainda o rebaixamento da iluminação e colocação de paver nas calçadas. Será uma revitalização total da região e vai evitar que as pessoas fiquem expostas", frisou Victor Hugo Dantas, coordenador da Região Metropolitana de Londrina.
O projeto está orçado em R$ 1,2 milhão e a licitação será através da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística. "O custo será bancado integralmente pelo Estado e a nossa previsão é que, no máximo, em 90 dias a licitação esteja concluída e a ordem de serviço expedida", garantiu Dantas.
O promotor de Defesa dos Direitos do Consumidor, Miguel Sogaiar, ressaltou a importância do documento e frisou que o TAC precisa ser cumprido nos prazos estabelecidos. "Se realmente for colocado em prática o que está no projeto a situação desses usuários vai melhorar muito. Hoje o local é precário e não há segurança e conforto para os passageiros", apontou.
SOL E CHUVA
Para quem utiliza o serviço diariamente as melhorias precisam ser urgentes. "Aqui quando tem chuva ou vento é complicado. Novos pontos ajudam, mas não resolvem a questão. O ideal seria um terminal integrado com o Terminal Central", sugere o aposentado João Germano, DE 58 anos, que mora em Londrina, mas utiliza o transporte para visitar a mãe, moradora no Conjunto Santo Amaro, em Cambé. "Tenho que pagar duas passagens", reclama. A tarifa em Londrina custa R$ 2,65 e a dos ônibus metropolitanos, R$ 2,70.
A dona de casa Maria Luiza da Silva, DE 53, reclama da falta de conforto e da insegurança. "A gente corre um risco grande de ser roubada porque vira um tumulto só nestes pontos, que são muito pequenos", aponta. O carteiro Jair Batista dos Reis, 20, reside em Sertanópolis e utiliza a linha quando precisar vir a Londrina. "Há uma desorganização muito grande. Se você fica sentado no ponto não consegue entrar na fila. Caso contrário, você tem que esperar o ônibus em pé. Em horários de pico é impossível ficar, já que não cabe todo mundo. Uma reforma e ampliação já ajudaria bem", relata.
Segundo Dantas existe um estudo para a construção de um terminal para o transporte metropolitano, que pode ser implantado junto com o projeto do Bus Rapid Transit (BRT), avaliado em R$ 143 milhões e com obras previstas para começarem em 2015.


