Construção de moradias populares é retomada
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segunda-feira, 15 de outubro de 2018
Vítor Ogawa<br> Reportagem Local 
Desde a paralisação das obras dos residenciais Flores do Campo (zona norte) e Alegro Villagio (zona sul), há alguns anos, Londrina permaneceu sem investimentos em habitação. Isso em função de uma portaria do Ministério das Cidades que impedia novos investimentos até a conclusão de obras anteriores. Em março de 2018 houve uma mudança nessas regras. No dia 11 de outubro a prefeitura e a Cohab-Ld (Companhia de Habitação de Londrina) anunciaram oficialmente a construção do Residencial Village, no bairro residencial Cancún (zona norte).

A localização do novo empreendimento é privilegiada, fica perto do terminal de transporte coletivo do Vivi Xavier e da avenida Saul Elkind. No local já há asfalto, rede de energia elétrica e saneamento básico. Além disso, fica próximo de colégio estadual, escola municipal e unidade básica de saúde. Há também um comércio ativo nas proximidades, o que pode garantir qualidade de vida a seus moradores. As unidades habitacionais são populares. Serão 128 apartamentos que custarão cerca de R$ 13 milhões. O condomínio contempla a faixa 1,5 do MCMV (programa Minha Casa Minha Vida) que utiliza recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), com valor de R$ 100 mil por apartamento. Os subsídios oferecidos são de até R$ 36.945,00 e os financiamentos serão feitos pela Caixa Econômica Federal. A responsável pelas obras é a construtora Contato Engenharia.
A reportagem foi ao residencial e constatou que o empreendimento encontra-se na fase de edificação das paredes, construção dos muros de arrimo e concretagem das lajes. Segundo o mestre de obras da construtora, Leandro Francisco da Silva, o empreendimento será realizado em quatro fases. "Aqui no Village 1 estão previstos quatro blocos de três andares. No total são quatro apartamentos por andar", destacou. Ele explicou que cada apartamento, com 50 metros quadrados, possui dois quartos, sala, cozinha integrada com a área de serviço e banheiro. Há também a previsão de construção de duas unidades com adaptações a PNE (Pessoas com Necessidades especiais). Segundo ele, a entrega está prevista para julho de 2019.
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Os moradores do bairro acreditam que os novos apartamentos podem aumentar o fluxo de pessoas no bairro. Segundo o bombeiro aposentado Hermes Tavares da Silva, a construção de residenciais pode representar melhoria para a região, no entanto ressalvou que sempre há necessidades de investimentos de infraestrutura, já que o aumento da população faz com que haja um aumento de usuários dos serviços públicos. Silva se mostra especialmente preocupado com a educação. "As escolas, tanto a municipal como a estadual, precisam ter suas vagas ampliadas. E o que o bairro precisa notadamente é a construção de creches", observou. A vigilante Vivian Perla Almeida Cruz também vê vantagens na abertura de unidades habitacionais no bairro. "Este pedaço é bem tranquilo e acho que a construção do residencial vai trazer benfeitorias", destacou, observando que na região faltam espaços de lazer e também oportunidades de trabalho.
De acordo com o presidente da Cohab-Ld, Luiz Cândido de Oliveira, uma das vantagens desse empreendimento em relação ao Flores do Campo e o Alegro Villagio é que as matrículas dos imóveis de cada fase do empreendimento são individuais. "Ela foi dividida em quatro módulos e cada fase tem uma matrícula. Quando terminar a construção das 48 unidades, a construtora já pode chamar os moradores para tomar posse. Não precisa esperar a construção de todas, como aconteceu no Alegro Villagio, em que 144 unidades estão paralisadas porque a matrícula é única", observou.
A construção desse residencial faz parte de um projeto de habitações populares, que contempla o total de 1.272 unidades a serem entregues até 2019. Atualmente, existem 52 mil pessoas na fila de espera da Cohab-Ld. Oliveira explicou que estão previstas ainda 208 unidades na Gleba Lindoia, na zona Leste. "Temos outras 48 unidades aprovadas em fase de análise da Caixa no Conjunto Violin (zona norte); outras 808 unidades no antigo José Belinati (zona norte), cuja denominação atual é Peroba Rosa (ao lado João Paz); e outras 95 residências serão construídas, 19 no Vila Romana (zona leste) e 76 no Jardim Viena (zona norte)", detalhou o presidente da Cohab.
O presidente da Cohab destacou que a construção desses imóveis é um marco para a cidade. "Há muitos anos não contávamos com novos empreendimentos, viabilizados através do FGTS pela faixa 1,5 do Programa Minha Casa, Minha Vida", frisou. Ele explicou ainda que o chamamento de famílias interessadas para o Residencial Village foi feito pela Cohab-Ld em fevereiro. "O cadastro de 356 famílias foi encaminhado para a Caixa, que está fechando cada empreendimento, fazendo o contato para as famílias apresentarem a documentação para dar entrada no financiamento", detalhou.


