Construção de Jardim Botânico fica para janeiro
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terça-feira, 16 de setembro de 2003
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
Espaço de lazer, pesquisa, aprendizado e intercâmbio de conhecimento. É envolta nessa perspectiva que deve começar, em janeiro de 2004, a construção do Jardim Botânico de Londrina, conforme estimativa do secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Luiz Eduardo Cheida. Ele esteve ontem na cidade para a primeiro encontro da comissão que determinará, em 60 dias, as diretrizes do concurso que definirá qual empresa ficará com o projeto. O grupo é formado por londrinenses especialistas em diferentes áreas (geógrafos, botânicos, engenheiros, arquitetos, entre outros) e abalizará a obra conforme sugestões recolhidas junto à população.
Cheida não adiantou custos nem prazos de conclusão da obra ''dependem do projeto ou projetos aprovados'', comentou , mas garantiu que o futuro espaço não deve ser destinado somente à contemplação. ''Haverá salas para palestras e cursos de educação ambiental, bem como bancos voltados à manutenção de reservas genéticas de espécies típicas do Estado para preservação e pesquisa'', disse. Nesse sentido, ele acredita, poderia ser feito intercâmbio com outros jardins botânicos do mundo, ao mesmo tempo em que o acesso da população não fosse prejudicado. ''Temos em vista algo dinâmico, interativo, e que talvez no futuro se torne uma fundação ou até uma autarquia'', antecipou.
De acordo com o secretário, ainda não definido o local de implantação do Jardim Botânico, estimado em 10 a 20 alqueires. Mas conta que já há três terrenos em vista: dois do Estado e um particular, que pode ser doado.
A criação do novo espaço foi aprovada na conferência de 2001 do Conselho Municipal do Meio Ambiente, quando Cheida era titular da pasta em Londrina, nomeado pelo prefeito Nedson Micheleti (PT). Hoje, ele critica a aparente indiferença do poder municipal frente à obra. ''Não esperamos nada do Executivo, mas essa ausência não inviabilizará o projeto'', frisou.
Já o secretário municipal de Meio Ambiente, Dirceu Fumagalli, adiantou que ''qualquer política de investimento será bem vinda'', mas condenou uma suposta falta de diálogo de Cheida com o Conselho Municipal. ''O órgão tem que ser ouvido e valorizado. E nesse sentido o governo falhou, pois não adotou uma política integrada com o município'', disse.
Se construído, o Jardim Botânico de Londrina será o segundo do Paraná. Apresentadas as diretrizes da comissão, a secretaria de Estado estima que o concurso para a definição da empresa vencedora (que pode ser feito em mais de uma fase) aconteça em dois ou três meses.


