Um conjunto com 35 casas da Cohapar em Iretama (70 km ao sul de Campo Mourão), que estava abandonado há cinco anos, vai ter as obras reiniciadas até o final deste mês. As obras, que começaram ainda no governo Roberto Requião (PMDB), foram paralisadas porque, na época, a prefeitura não cumpriu o cronograma dos trabalhos. O município recebeu dinheiro para fazer 64% da construção, mas só fez 36,6%. Devido a isso, os repasses foram suspensos.
A retomada dos trabalhos foi possível através de um acordo entre a Cohapar e a Prefeitura de Iretama. O município se comprometeu a restituir o Estado dos prejuízos e a Companhia de Habitação reassumiu as casas. Agora, no entanto, o dinheiro não vai passar mais pelas mãos da prefeitura. As parcelas serão enviadas diretamente aos mutuários. O sistema de autogestão já vem sendo usado em todo o Estado desde a posse do governador Jaime Lerner (PFL).
Segundo a Cohapar, as casas devem ficar prontas cerca de três meses depois de reiniciadas. Isso significa que o conjunto deva ser entregue até o final de fevereiro. O projeto original de 40 casas foi reduzido para 35 porque cinco mutuários desistiram de esperar. Os repasses da Cohapar incluem recursos para pagamento da mão-de-obra. Quando as casas de Iretama começaram, esse custo tinha que ser bancado pela prefeitura.
Como as casas já estão iniciadas, elas terão 48 metros quadrados, contra 31 metros quadrados dos conjuntos mais novos. A Folha denunciou em abril o abandono do conjunto em Iretama. Algumas casas estavam invadidas. Uma delas tinha virado chiqueiro de porcos. Um outro conjunto de 20 anos estava com o mesmo problema, também em Iretama. Em Roncador (100 km ao sul de Campo Mourão), o problema se repetia num conjunto de 71 casas.

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