Construção de avenida ainda é impasse
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terça-feira, 30 de setembro de 2003
Guto Rocha<br> Reportagem Local 
Apesar de terem concordado com a doação das áreas para o município, três dos nove proprietários de terrenos na Gleba Palhano onde está projetada a construção da Avenida Ayrton Senna, no prolongamento da Avenida Maringá (zona sul) ainda resistem em aceitar a proposta feita pela Prefeitura de Londrina para que paguem parte dos custos. Em uma reunião com os proprietários, ontem, em seu gabinete, o prefeito Nedson Micheleti (PT) apresentou uma nova proposta, na qual a prefeitura bancaria 50% da obra. Mesmo assim, o secretário municipal de Obras e Pavimentação, Aloysio Crescentini de Freitas, acredita que terá de conversar individualmente com cada um dos resistentes.
Pela proposta original, os proprietários, além de doarem parte de suas áreas, teriam que arcar com 60% dos custos da construção da avenida, enquanto o município bancaria o restante. A obra está orçada em aproximadamente R$ 1,5 milhão. Pela nova proposta, a prefeitura seria responsável pelo asfalto, tubulações e a iluminação pública. O projeto também sofreu alterações. Freitas explicou que a largura da obra passou dos 40 para 34 metros. ''Mas a via continua com três pistas de rolamento de cada lado da avenida'', afirmou.
O advogado Othon Calestini, que é proprietário de um terreno de cerca de 20 mil metros quadrados na região, afirma que já assinou o termo que garante a disponibilização da área, mas não concorda em pagar pelas obras. Já a família Kikuchi, que tem uma área de cerca de 10 mil metros quadrados, concorda em pagar pelas obras, mas quer uma compensação financeira pela doação do terreno. Segundo a advogada Paula Cristina Dias, que representa a família Kikuchi, os proprietários ainda moram no local. ''Eles querem um prazo para pagar pelas obras e uma indenização, que poderia ser, por exemplo, abatimento do IPTU do local'', disse. O terceiro proprietário não quis comentar o assunto.
O secretário de Obras explicou que, pelo acordo, os proprietários teriam de pagar o equivalente ao remanescente de suas áreas depois de descontado a área cedida para as obras, o proprietário pagaria R$ 9,34/metro quadrado do que restou de terreno. Hoje, a área total é de 155.966 metros quadrados e, com a construção da avenida, restariam 96.335 metros quadrados. ''Com a obra, os terrenos terão uma valorização mínima de R$ 50,00/metros quadrados, para um gasto de menos de R$ 10,00/metros quadrados'', comparou.
A próxima reunião para definir o início da obra foi marcada para o dia 17 de outubro. A construção será iniciada imediatamente após o processo de licitação. O secretário estima que o trecho da nova avenida pode ser concluído em aproximadamente 90 dias. A prefeitura também negocia com proprietário de áreas na região a construção de um trecho complementar com extensão de 800 metros. A via vai ligar a Avenida Madre Leônia Milito à PR-445, na altura da Unopar e Catuaí Shopping. Esta obra deverá ser executada pelos proprietários, como parte da negociação do parcelamento do uso de solo com a prefeitura.


