Construção de aterro sanitário preocupa Morretes e Antonina
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 05 de outubro de 2001
Ellen Taborda<br> Andrea Lombardo<br> De Curitiba 
Um novo aterro sanitário vai estar funcionando no Litoral do Estado até o final do ano, para atender em sistema de consórcio os 23 mil habitantes dos municípios de Morretes e Antonina. Mas moradores da região contestam a construção do aterro, pois temem a contaminação de nascentes de rios.
A autorização para a obra foi assinada ontem pelo governador Jaime Lerner. O aterro, em Morretes, vai receber 12 toneladas de lixo por dia. O investimento é de R$ 300 mil. Os moradores dizem que não foram consultados e sequer informados da construção. Eles temem prejuízos ao meio ambiente, já que a região abriga nascentes do Rio São Joãozinho, que desemboca no Rio Nhundiaquara. Também estão preocupados com o mau cheiro que o aterro pode gerar.
Alcides Casagrande, morador da região, disse que já foi formalizada reclamação junto aos órgãos ambientais. Segundo ele, análises comprovaram que a água das nascentes tem 98% de pureza.
De acordo com a assessoria da Superintendência de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa), a área do aterro foi escolhida pela Prefeitura de Morretes e passou por todos os estudos de impacto ambiental. Para o biólogo da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), Tiaraju Fialho, se o governo fez o estudo de impacto ambiental, audiências públicas teriam informado a população sobre o assunto.


