Construção Civil reduz as mortes em 37% desde 1995
Construção Civil reduz as
mortes em 37% desde 1995
O Ministério não possui números oficiais sobre acidentes de trabalho no País, inclusive no setor madeireiro, que comprovem o crescimento dos acidentes neste setor. Levantamento junto à Previdência Social, no entanto, mostra que o número de mortes na construção civil teve uma redução de 37% de 1995 (460 mortes) a 1997, ficando estabilizada, a partir daí, em 290 mortes por ano no Brasil.
A redução dos acidentes na construção civil é resultado de um trabalho intenso na área feita em conjunto pelo Ministério do Trabalho, empresários e trabalhadores. As empresas e empregados estão mais conscientes e usam os equipamentos individuais e coletivos de proteção, diz o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Paraná (Sinduscon/PR), Eliel Lopes Ferreira Júnior. Calcula-se que existam cerca de 25 mil trabalhadores na área em Curitiba e região metropolitana. Destes, 15 mil trabalham nas 600 maiores empresas, que são filiadas ao Sindiscon/PR e costumam seguir as normas recomendadas pelo Serviço Social do Sindicato (Seconci).
De acordo com o engenheiro de segurança Bruno Bilbao Adad, do Seconci, essas empresas conseguiram reduzir os acidentes em 85%, colocando em prática o Programa de Saúde e Segurança (PSS). Através do PSS, as empresas recebem assessoria de engenheiros e técnicos de segurança e da equipe médica da entidade, em vistorias realizadas a cada dois meses. Em 95, quando foi implantado, o PSS registrou 1,5% de acidentados entre os 15 mil trabalhadores das 600 empresas participantes. Já em 97 o índice caiu para 0,84%, em 98 para 0,7% e a expectativa é chegar a 0,5% no ano 2000.





