Os trabalhadores da construção civil são as principais vítimas dos acidentes de trabalho registrados no Paraná. Em 1998, ano da mais recente estatística oficial, o setor registrou junto ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) 2.664 casos, número equivalente a 13,7% das 19.651 ocorrências no Estado. A maior causa dos acidentes são quedas e perdas de equilíbrio, com 3.148 casos, envolvendo pessoas da faixa etária entre 26 e 35 anos.
Além da construção civil, estão no topo do ranking a agricultura com 1.813 casos; comércio varejista com 1.689; estabelecimentos hospitalares com 1.557; indústria metalúrgica com 1.514. O quadro dos ramos mais perigosos se completa com madeireiras que, em 98, registraram 1.075 casos.
Entre as causas mais frequentes estão os choques com objetos no ambiente de trabalho ou aprisionamento entre objetos (2.891); ferramentas manuais não motorizadas (1.927); esforço físico excessivo (1.606) e o impacto de objetos sobre o corpo (1.584). Outras causas não descritas equivalem a 3.959 notificações.
Entre as ocorrências de 98, foram registrados 506 casos relativos a intoxicações ocorridas na área de trabalho. Com agrotóxicos, foram 291 casos; com produtos de origem metálica outros 107, e 67 tiveram como causa produtos químicos industriais.
Entre as funções mais perigosas estão as de auxiliar de produção, com 4.329 acidentes, os trabalhadores rurais (2.419) e os operadores de máquinas (2.251). Nos Comunicados de Acidentes de Trabalho (CAT), feitos pelas empresas e entregues ao INSS e Ministério do Trabalho, algumas funções não foram descritas e originaram 4.076 ocupações sem identificações.
Os números oficiais apontam 88 mortes por acidentes de trabalho em 98. Motoristas, operadores de máquinas e serventes foram os que mais morreram, por causa de batidas de veículos, agressões e quedas. No total de acidentes registrados, os homens são os que lideram as estatísticas, sendo responsáveis por 80% dos acidentes (15.722).

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