Consórcios são última esperança
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sábado, 09 de julho de 2011
Silvana Leão <br>Reportagem Local 
Uma forma encontrada pelos municípios para se adequar à legislação ambiental tem sido a criação de consórcios intermunicipais para viabilizar aterros coletivos ou usinas de tratamento. A solução começa a ser estudada, por exemplo, por cidades da região de Londrina. Segundo o coordenador da Região Metropolitana de Londrina (RML), Vitor Hugo Dantas, dos 11 municípios que integram o grupo, Rolândia, Ibiporã e Londrina são os que têm projetos mais adiantados. Nos outros - Assaí, Jataizinho, Sertanópolis, Primeiro de Maio, Alvorada do Sul, Bela Vista do Paraíso, Cambé e Tamarana - o lixo ainda é armazenado incorretamente.
Dantas observa que a preocupação ''é encontrar um modelo que funcione dentro da realidade'' da região. Na última semana, ele se reuniu com técnicos da Sanepar e uma das experiências que servirão de base para a RML é o aterro sanitário de Cianorte (Noroeste).
No Norte Pioneiro já existem dois consórcios e um terceiro está em fase de implantação, em Joaquim Távora. A diretora executiva da Associação dos Municípios do Norte do Paraná (Amunop), Tânia Dib, explica que o aterro viabilizado pelo Consórcio Intermunicipal de Aterro Sanitário (Cias) vai receber resíduos de Conselheiro Mairinck, Jundiaí do Sul, Quatiguá e Guapirama, além de Joaquim Távora. O início das obras depende de licitação para escolha da empresa que vai instalar a geomembrana - manta que impermeabiliza o solo e evita contaminação pelo chorume. A expectativa é que a unidade comece a funcionar em setembro.
Outros dois aterros coletivos foram instalados pelo Cias na região. O primeiro, em Japira, opera desde 2005, em parceria com Jaboti, Tomazina e Pinhalão. Em 2010, foi instalado o aterro de Curiúva em conjunto com Sapopema e Figueira.
Na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), os resíduos de 17 municípios mais a capital estão sob responsabilidade do Consórcio Intermunicipal do Lixo, que temporariamente deposita o material em um aterro em Fazendo Rio Grande. A ideia é implantar um projeto de reaproveitamento dos resíduos para geração de adubo, combustível e outros derivados, mas problemas judiciais emperram a licitação para contratação da empresa responsável.
No Oeste, a Prefeitura de Toledo trabalha com outros municípios para implantar uma usina que transforme resíduos em energia. O projeto envolve também Nova Santa Rosa, Maripá, Ouro Verde do Oeste, Palotina, Marechal Cândido Rondon e Quatro Pontes, que geram cerca de 200 toneladas de lixo por dia e tentam se adequar à legislação. Paralelamente, Toledo investe na melhoria do atual aterro sanitário, que tem sua vida útil estimada até 2016.


