Os consórcios que ganharam a concessão para explorar o transporte de cargas e de passageiros na ferrovia entre Curitiba e Paranaguá estão competindo pela utilização da estrada de ferro.
‘‘É uma disputa que sempre vai existir. Enfrentamos algumas dificuldades iniciais, mas são problemas que podem ser contornados’’, diz o engenheiro Amilton Bizi, do consórcio Pontal do Paraná, que faz a exploração do transporte turístico.
Hoje, as três locomotivas utilizadas pelo Pontal do Paraná pertencem à Ferrovia Sul-Atlântico (transporte de cargas) e são cedidas para a realização dos passeios turísticos. ‘‘Estamos negociando junto à diretoria da RFFSA para assumir as três máquinas, já que isso consta no contrato da privatização’’, diz o diretor comercial do Pontal do Paraná, Adonai Aires de Arruda.
O consórcio responsável pela exploração do turismo vai investir R$ 2 milhões no primeiro semestre deste ano e espera obter o retorno em um mínimo de três anos.
A Ferrovia Sul-Atlântico vai investir US$ 120 milhões nos próximos 22 meses (R$ 50 milhões já em 97) na reforma de vagões e locomotivas, recuperaçãoa de trilhos e em sistemas de comunicações. O consórcio espera obter lucro já em 1998.

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