Consórcio promete tapar todos os buracos até dia 20
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sábado, 13 de dezembro de 1997
Guilherme Vieira 
Curitiba
Kraw PenasSegurançaRecuperação das pistas envolve a participação de 300 funcionários e deve consumir cerca de mil toneladas de massa asfáltica. A iniciativa faz parte de um plano de emergência para melhorar o estado de conservação da rodovia em razão do grande número de pessoas que devem passar o verão no Litoral do ParanáA operação tapa-buracos no trecho da BR-277 que liga Curitiba a Paranaguá deve estar concluída até o dia 20 de dezembro. A informação foi divulgada ontem pelo engenheiro Marcelo Almeida, diretor do Consórcio Ecovia, que vai administrar durante 25 anos o trecho por onde passam 15 mil veículos por dia. A iniciativa faz parte de um plano de emergência para melhorar o estado de conservação da rodovia em razão do grande número de pessoas que devem passar o verão no Litoral do Paraná.
Segundo o engenheiro, o trabalho envolve a participação de 300 funcionários e deve consumir cerca de mil toneladas de massa asfáltica. O plano de emergência desenvolvido pela concessionária vai fechar os buracos mais críticos e desobstruir os bueiros para evitar alagamentos na pista. O canteiro central e o acostamento vão ser limpos e roçados e as muretas de proteção nas pontes e viadutos vão ser recuperadas.
Esse esforço já teria eliminado 90% dos buracos no trecho de descida e 60% no trecho de subida, de acordo com levantamento feito pelos engenheiros. O diretor do consórcio Ecovia informou que para agilizar os trabalhos está em operação uma usina de massa asfáltica com capacidade de produção de 80 toneladas por hora. Depois de concluída esta etapa, uma equipe vai trabalhar na conservação do trecho, que deve receber ainda 500 mil metros quadrados de asfalto novo.
O contrato de concessão desse trecho da BR-277 foi assinado no dia 14 de novembro e a ordem de serviço que autorizou o início das obras, no dia 27 do mesmo mês. Os trabalhos de recuperação começaram dia 3 de dezembro. A partir de maio começam a ser realizadas as obras de infra-estrutura, que até o final de 1998 vão consumir R$ 25 milhões com a troca de toda a pavimentação e sinalização. Nesta etapa vão ser construídas passarelas para pedestres e será duplicado o acesso ao Porto de Paranaguá.
Os serviços gratuitos especiais do Serviço de Atendimento ao Usuário começam a funcionar a partir de junho, junto com os pedágios. Esses serviços envolvem UTI móvel, socorro mecânico, guincho para carros e caminhões, caminhões-pipa e equipados com guindaste. Segundo o diretor da Ecovia, Marcelo Almeida, para garantir a durabilidade do investimento vão ser implantadas na rodovia balanças de alta tecnologia, fixas e volantes, para controlar o excesso de peso de caminhões, capazes de danificar a pavimentação.


