Um projeto de implantação de um Consórcio Intermunicipal que dê a destinação correta aos resíduos sólidos coletados nos municípios foi apresentado ontem pela manhã por representantes da Sanepar a prefeitos, vereadores e representantes do meio ambiente das cidades que compõem a Região Metropolitana de Londrina (RML). Os resíduos sólidos são a grande preocupação das prefeituras, principalmente nas pequenas cidades, que não têm condições financeiras nem físicas para implantar aterros sanitários.
A idéia do Consórcio, de acordo com o diretor comercial da Sanepar, Natálio Stica, que está visitando várias cidades divulgando o programa, é ajudar os municípios a dar uma destinação correta aos resíduos com custo reduzido. A Lei 15.698 já autorizou dez consórcios no Estado, que estão na fase de implantação. Em todo o Paraná, um estudo realizado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) aprova a implantação de mais de 50 consórcios.
O projeto mais avançado é o de Foz do Iguaçu, onde três municípios participam em parceria com a Usina de Itaipu. Lá, o projeto do aterro terá o aproveitamento do gás metano que será transformado em energia elétrica, gerada pela Copel. Nas cidades de Apucarana e Umuarama os consórcios estão na fase inicial.
Em Londrina dez cidades estão aptas a participar do consórcio. O projeto é viável com municípios que estejam num raio de até 50 Km do aterro e tenham cerca de 70 mil habitantes. O trabalho é baseado na implantação do único aterro considerado viável no Estado, na cidade de Cianorte.
Segundo Stica, o aterro criado há seis anos numa área de um alqueire, serve de modelo no Paraná. No local, todo o lixo é compactado, ficando exposto apenas o resíduo depositado no dia. ''Não existe lixo a céu aberto, mal cheiro ou aves predatórias, comuns nos aterros''. A parceria entre os municípios representa um custo de R$ 70,00 a tonelada do lixo, o que significa para a população um valor entre R$ 4,40 e R$ 5 a cobrança da taxa da coleta. ''A expectativa é que em Londrina o valor da coleta seja ainda mais barato, já que o trabalho da coleta seletiva realizado no município é um fator importante para aumentar a vida útil do aterro'', explica Stica.
Duas propostas estão sendo estudadas para Londrina. Uma delas ''ainda considerada cara'', segundo Stica, utilizaria os corredores onde passam os trilhos da América Latina Logística (ALL), para fazer o transbordo do material em vagões de trem. A outra, fazendo um entorno de 50 Km para que os municípios vizinhos tragam o lixo até a cidade. ''Vamos estudar e discutir o que seria melhor para a cidade''. A previsão de instalação do aterro seria de seis meses, se o local já receber material e até 1,5 ano se o município tiver que escolher a área e fazer adaptações.

mockup