Desde junho, o Consórcio Intermunicipal de Urgência e Emergência do Noroeste do Paraná (Ciuenp) aguarda a assinatura da qualificação do Samu criado para atender 85 municípios da região de Umuarama. Segundo o coordenador geral, Almir de Almeida, a situação financeira para a prestação dos serviços está equilibrada. No entanto, 25 prefeituras estão inadimplentes. "Não estamos em uma situação boa, mas também não estamos em estado caótico. Tentamos buscar uma gestão com eficiência", explicou. O montante em atraso soma, aproximadamente, R$ 3 milhões.
O consórcio foi criado em 2011. No ano passado, o Samu realizou, em média, 3 mil atendimentos por mês. A regional de Umuarama possui 24 ambulâncias, sendo 20 básicas e quatro avançadas. Ao todo, 18 bases, incluindo a Central de Regulação, são mantidas pelo consórcio. O Samu Noroeste é o maior do Paraná em número de municípios.
O Ministério Público convocou as prefeituras para que os representantes regularizem as contas. Cada prefeitura é responsável pelo repasse de R$ 0,80 por habitante. O custo operacional do sistema gira em torno de R$ 1,6 milhão por mês. A qualificação do serviço que deveria ser feita pelo Ministério da Saúde poderia aumentar o repasse mensal em, aproximadamente, R$ 300 mil.
Em Londrina, parte dos municípios devedores já acertou as contas atrasadas, segundo informou o secretário municipal de Saúde, Mohamad El Kadri. Em março deste ano, os 21 municípios da região somavam deficit de R$ 2,6 milhões às prefeituras de Londrina e Rolândia referentes às despesas de manutenção do Samu. "As prefeituras pagam hoje R$ 0,50 por habitante. A Controladoria do Município refez os cálculos e o valor atualizado está em R$ 0,52 por habitante. Vamos nos reunir com os prefeitos para discutir os valores", explicou. Conforme El Kadri, o Ministério Público também acompanha a situação dos devedores. Já o serviço aeromédico que atua em parceria com o Graer (Grupamento Aeropolicial e Resgate Aéreo) ainda aguarda habilitação pelo Ministério da Saúde desde novembro do ano passado. Ao todo, o Paraná possui nove regionais do Samu que atendem 289 dos 399 municípios do Estado. Além das regionais, há Samu municipal nas cidades de Guarapuava, Ponta Grossa e Maringá.
A assessoria de imprensa do Ministério da Saúde informou, por meio da assessoria de imprensa, que os processos de habilitação e qualificação das Centrais de Regulação, Bases descentralizadas e unidades móveis do Samu de Cascavel e de Umuarama para receber mais recursos estão em análise. Cabe ressaltar que o Ministério da Saúde repassa atualmente R$ 960 mil por mês para o funcionamento do serviço. (V.C.)

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