Curitiba - Os prefeitos da Região Metropolitana de Curitiba que integram o Consórcio Intermunicipal do Lixo ameaçam decretar estado de emergência, caso até o final do ano não se tenha definição da área onde será instalado o novo aterro sanitário. A estimativa da Prefeitura de Curitiba é de que o aterro da Caximba na região sul da Capital tenha capacidade para receber as 2 mil toneladas diárias de lixo gerados por 15 municípios, no máximo, até março do ano que vem. O assunto foi discutido numa reunião realizada ontem, com representantes das 14 cidades que fazem parte do consórcio.
Decretando estado de emergência por conta de não ter local para depositar o lixo, os municípios ganham a prerrogativa de escolher uma área e empresa para execução das obras do aterro, dispensando os processos de licitação e de licenciamento ambiental.
Mesmo com a indefinição de onde será implantado o novo aterro, o prefeito e presidente do consórcio, Cassio Taniguchi (PFL), disse que será publicado, na próxima semana, o edital para a segunda etapa da licitação. As duas empresas que foram pré-qualificadas na primeira fase para participar da concorrência a Interpa e a Cavo terão prazo de aproximadamente 45 dias, a partir da publicação do edital, para apresentação das propostas técnicas. Segundo a superintendente de Controle Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente de Curitiba, Marilza Dias, a proposta deverá conter toda metodologia de execução coleta do lixo, transporte e tratamento , além do valor da tarifa.
Duas áreas estavam sendo cogitadas para a instalação do aterro sanitário uma em Fazenda Rio Grande e outra em Mandirituba. No final do mês passado, o prefeito de Fazenda Rio Grande, Antônio Wandescheer, disse que não daria alvará para implantação do aterro. O consórcio ainda tenta negociar o terreno. Já a área de Mandirituba está sob proteção de uma liminar obtida pela Associação de Defesa do Meio Ambiente de Araucária (Amar), que impede o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) de conceder o licenciamento ambiental. Os ambientalistas entendem que a área é de proteção ambiental.
O prefeito de Mandirituba, Luiz Carlos Chimim Claudino, garantiu que mais de 75% da população já aprovaram a implantação do aterro no município. Ele acusa um pequeno grupo de estar causando a polêmica por razões políticas.

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