Ribeirão Claro - Os municípios de Ribeirão Claro, Carlópolis, Salto do Itararé, Santana do Itararé e Siqueira Campos, todos na região de Jacarezinho, formaram o Consórcio do Itararema para reunir e encaminhar as reivindicações relacionadas à indenização pelo alagamento de terras. Representantes das cidades vão gestionar o pagamento junto a Duke Energy International, concessionária da Usina Hidrelétrica de Xavantes, no rio Paranapanema.
Os cinco municípios ficam às margens do Rio Itararé, incorporado à represa de Xavantes. O nome do consórcio significa a junção dos rios Itararé e Paranapanema. A usina começou a ser construída em 1959, pela Companhia Energética de São Paulo (Cesp), e foi inaugurada em 1969. Os prefeitos alegam que naquela época não havia legislação adequada e, por isso, os impactos ambientais e sociais da obra não foram avaliados. A expectativa é de que o consórcio facilite a cobrança de indenizações.
O represamento dos rios provocou o alagamento de 32.053 hectares no Paraná. Os municípios mais prejudicados foram Carlópolis, com perda de 14.091 hectares, e Ribeirão Claro, com 12.478 hectares. Os dois já acionaram judicialmente a concessionária para cobrar indenizações. Ribeirão Claro pede R$ 50 milhões por prejuízos provocados pela obra.
A reunião de criação e aprovação do estatuto do consórcio teve a participação dos prefeitos dos cinco municípios. Mário Augusto Pereira (PSDB), de Ribeirão Claro, disse que no período de construção e liberação da obra não foram previstas compensações indenizatórias e ambientais. Como exemplo, ele citou escadas para peixe, reposição de mata ciliar, manutenção e autorização de uso das margens.
O Consórcio Itararema vai agora regularizar a entidade, com o registro em cartório, e o agendar uma reunião com representantes da Duke Energy International.

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