'Consigo levar uma vida normal'
A balconista Ana Carla Leite, 18 anos, descobriu há dois meses que sofre de esclerose múltipla. Ela conta que o primeiro sintoma foi diplopia, popularmente conhecido como visão dupla. ''Fui a três oftalmologistas que não encontraram nenhum problema de visão. Até que o último que meu atendeu me encaminhou a um neurologista'', explica.
Pouco antes de iniciar o tratamento contra a doença, Ana Carla relata que sofreu vários surtos. ''Minhas pernas começaram a travar no meio da rua e eu passei a ter dificuldades para falar. Essas crises começaram a ocorrer com frequência a duravam alguns minutos. É como se eu saísse do ar e me desligasse de tudo'', revela.
Ela diz que por causa da doença teve que pedir licença do trabalho e somente depois que iniciou o tratamento no Ambulatório de Doenças Desmielinizantes e Degenerativas do Hospital das Clínicas (HC) é que começou a entender o que estava se passando com ela.
''Como nunca houve casos de esclerose na família, eu nem sabia da existência da doença. Os profissionais daqui são atenciosos e me ajudaram a esclarecer todas as dúvidas. Além disso conheci várias pessoas que superaram os surtos e que são exemplos de superação. Agora estou tomando e espero voltar à minha vida normal em breve'' afirma.
A pedagoga Janaína Lopes Melo, 33 anos, descobriu há 10 anos que sofre de esclorese múltipla e desde então é atendida pelo ambulatório do HC. ''A equipe do ambulatório realiza um importante trabalho de orientação. Hoje sei tudo o que é bom ou prejudicial à doença. Graças às orientações que recebo aqui e aos medicamentos que tomo, consigo levar um vida normal mesmo sofrendo de esclerose múltipla.'' (Marcos Roman/Reportagem Local)





