Conservação em formol garante 'eternidade'
Conservação em formol garante eternidade No laboratório do Departamento de Anatomia da Universidade Estadual de Londrina - (UEL), os cadáveres enviados pelo IML recebem aplicações de uma solução de formol a 10% e depois são mergulhados em tanques com o mesmo líquido, onde permanecem por cerca de um ano. O tempo mínimo de permanência nesses tanques é de seis meses, mas os corpos só começam a ser utilizados antes de um ano em caso de necessidade. Submetidos a um tratamento contínuo em formol, o cadáver se torna eterno. No ano passado o IML de Londrina encaminhou cinco corpos à universidade, mas três acabaram sendo devolvidos porque foram reconhecidos pelos parentes. De acordo com a vice-chefe do departamento, Maria de Lourdes Ferreira, após essa preparação os corpos passam pelo processo de dissecção. O cadáver é cortado, aberto para estudos, explica. Segundo ela atualmente apenas alunos do curso de Biomedicina e Odontologia estão desenvolvendo atividades com órgãos dissecados. Formada em educação física com especialização em morfologia, Maria de Lourdes comenta que muitos cadáveres são cortados em peças (braços, pernas, etc.) mas todos constituem apenas um material científico para estudos. Ao lado da parte administrativa do Departamento de Anatomia está um laboratório com 750 peças humanas e animais, mergulhadas em formol e armazenadas em vidros transparentes. É possível visualizar com tranquilidade, o menisco ou o tendão de um joelho, o fígado cinzento de uma vítima de cirrose e até mesmo um corte transversal de um cérebro. Já os fetos de bebês conservados em formol costumam provocar impressões fortes no visitante do laboratório. (L.R.)





