Consenso é difícil para quem divide mesmo lugar
Nos ambientes de trabalho, as pessoas procuram entrar num consenso para ligar ou desligar o condicionador de ar, ou deixá-lo numa temperatura mais alta ou mais baixa. O auxiliar de escritório da Drogamed Leônidas Camilo Junior, 21 anos, e seus colegas decidiram ligar o aparelho por meia hora, nos dias muito frios. Depois, eles abrem um pouco a janela para renovar o ar.
Junior tem rinite e começa a espirrar sempre que o ar condicionado é ligado. O pó do carpete fica no ambiente, já que o aparelho não deixa o ar circular, diz. Sempre alguém está gripado aqui. Com o ar viciado, um vai passando a doença para o outro.
A assistente administrativa do Banestado Dora Oliveira, 34 anos, também não gosta que o ar condicionado fique ligado. Tenho problemas alérgicos, por isso prefiro a temperatura natural, diz. A consultora técnica Silvana Newton Soares, 40 anos, que trabalha na mesma divisão que Dora, acha que o ar condicionado faz mal à saúde, mas no inverno prefere que ele fique ligado. No verão, não gosto. A gente vê um dia tão gostoso lá fora, e aqui fica gelado.
Independentemente de inverno e verão, a gerente de um dos cabeleireiros Lady & Lord, Solange Pereira, 38 anos, tem que ficar sob a temperatura do ar condicionado cerca de nove horas por dia. Há 11 anos Solange trabalha nestas condições, mas nunca ficou doente por causa disso.No começo, meus olhos ardiam e tinha tosse seca. Hoje, já me acostumei. Quando estou em lugares que não têm ar condicionado, sinto falta. Solange diz que o ar condicionado é limpo toda semana, o que mantém a qualidade do ar.





