Conselhos tranquilizam as mães
Lindo e forte, nem parece que João Victor tinha apenas 1.895 gramas quando nasceu, com oito meses completos de gestação, em agosto do ano passado. Prestes a completar dez meses de vida, o bebê, que ficou internado por 14 dias após o parto, cinco deles na Unidade de Terapia Intensiva, esbanja saúde sempre que a equipe da UEM visita a família para atualizar os dados da pesquisa.
Mãe adolescente e de primeira viagem, Pamela Kalinovski de Oliveira Barcala, 18 anos, sofreu pré-eclâmpsia e anemia quando estava grávida e passou as duas últimas semanas de gestação internada. ''Tive um pouco de medo por ele ser prematuro. Estava consciente de que teria que ficar na UTI'', confessa a mãe, que não sentiu dificuldade para cuidar do bebê em casa.
Pamela acredita que o projeto é um bom apoio às mães, que precisam de aconselhamento. ''Nem todas têm a sorte, como eu, de o bebê não ter sequelas'', analisa a jovem, que sofreu mais durante a internação antes do parto normal do que para cuidar do filho. ''Tive muito medo de ficar no hospital, me deu uma agonia ficar lá, parecia que o tempo tinha parado. Na próxima gravidez, pretendo cuidar melhor da alimentação, principalmente controlar o sal, para evitar a pressão alta e não precisar de repouso.'' (M.G.)





