Conselhos regionais se unem e exigem a reforma do HU
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terça-feira, 08 de julho de 1997
Lucília Okamura Londrina 
Paulo WolfgangUrgênciaLideranças comunitárias reunidas: documento por reforma no HU deve ser entregue diretamente ao governador Os presidentes dos quatro conselhos regionais de saúde da Cidade assinaram, ontem à tarde, documento solicitando ao governador Jaime Lerner a liberação de verbas para ampliação e reforma do Hospital Universitário (zona leste). O documento deve ser entregue pessoalmente ao governador, no dia 11, quando ele estará visitando Londrina.
A questão da reforma do HU vem sendo discutida há vários meses pelos conselhos. Ontem à tarde, representantes das entidades estiveram reunidos na sede do Sindicato dos Bancários de Londrina (área central), para aprovar o documento ao governador.
O presidente do Conselho Saúde da Zona Leste (Conleste), Marcos Urbaneja, observa que o documento tem o objetivo de sensibilizar o governador para a urgência nas obras no HU. Se fechar o HU, vai ser um caos na saúde, o que repercutirá negativamente em todo o Brasil.
Marcos Urbaneja acredita que a visita de Jaime Lerner a Londrina será uma boa oportunidade também para que ela conheça o projeto de reforma e ampliação com mais detalhes. Os recursos necessários para a obra são de R$ 30 milhões, mas o presidente do Conleste observa que a verba não precisa ser liberada de uma só vez. Segundo ele, a reforma está dividida em duas fases, uma com duração de 16 meses e outra com 24 meses. O Governo pode liberar de R$ 600 a R$ 800 mil por mês para começar a obra, explica.
Munido de documentos com informações sobre o hospital, Marcos Urbaneja destaca a importância do HU, lembrando que somente no ano passado foram realizados cerca de 210 mil atendimentos. Sobre a estrutura do hospital, ele lembra que não existe saída de emergência no local. Isso causaria sérios problemas se, por exemplo, ocorresse um incêndio. Ele diz ainda que a falta de leitos é gritante.
Ainda falando dos problemas do HU, Marcos Urbaneja relata que para se levar um paciente do Pronto Socorro até a unidade de atendimento, a pessoa precisa percorrer 230 metros de rampas e corredores. Isso leva de seis a 10 minutos. O tempo, segundo Marcos Urbaneja, é considerado excessivo se for feita uma comparação: a ambulância do Siate leva em média sete minutos para encaminhar uma pessoa do local do acidente até o hospital.
O presidente do Conselho de Saúde da Zona Oeste (Consoeste), Joel Tadeu, observa que os conselhos decidiram também mobilizar a população. Ele explica que representantes de cada conselho de saúde manterão contato com sindicatos, associações de moradores e outras entidades para falar da importância da reforma no HU. Queremos que eles nos ajudam a cobrar do governador a liberação de verbas, relata.
Os quatro presidentes do Conselho observam que a questão emergencial é a liberação de verbas para a reforma do HU. Futuramente, eles pretendem discutir também o repasse da gerência administrativa dos hospitais da Zona Norte e da Zona Sul ao Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio-Paranapanema (Cismepar). O convênio foi assinado pelo secretário estadual da Saúde, Armando Raggio, no início deste mês, e prevê que toda a arrecadação dos dois hospitais (cerca de R$ 70 mil) irá para o Cismepar. O Consórcio, por sua vez, será responsável pela contratação de novos funcionários e pela melhoria na qualidade dos serviços prestados à população.
Após a assinatura do convênio, foi discutida até a possibilidade de o HU assumir a gerência, no lugar do Cismepar. Na opinião de Marcos Urbaneja, o assunto precisa ser discutido profundamente para se verificar como ficaria o HU como gerenciador. Temos que ver qual será a contrapartida do Estado, observa. Marcos Urbaneja acredita que a situação dos dois hospitais deveria ser discutida com a comunidade. Também participaram da reunião os presidentes dos Conselhos de Saúde da Zona Norte e Zona Sul, Laurentino dos Santos Paulista e Edson Cunha.


