O Conselho Comunitário de Segurança de Londrina vai entrar com uma ação judicial contra o governo estadual. ‘‘Tentamos todas as alternativas que o diálogo permitia. Elaboramos um documento com todas as reivindicações, mas o governo continua omisso, demonstrando total descaso para com os problemas que a cidade enfrenta’’, afirmou ontem o presidente do Conselho, Jorge Coimbra.
A decisão de recorrer ao judiciário foi definida na última reunião ordinária do ano do Conselho, na quarta-feira. ‘‘Nossos diretores já estão se reunindo com os advogados para estudar os instrumentos legais para processar o governo. Pretendemos ingressar na Justiça até, no máximo, na segunda-feira’’, informou.
Coimbra explica que a ‘‘gota d’água’’ foi a notícia de que um dos distritos da cidade não tem como dar continuidade às investigações porque não tem escrivão. ‘‘É um absurdo. O governo recebeu a Carta de Londrina e se comprometeu a estudar nossas reivindicações. Mas até agora nada. Parece que o objetivo dos governantes é acabar com a Polícia Civil.’’ Para ele, a falta de investimento na área de segurança é descaso e desinteresse do Estado com a cidade.
Outro exemplo da ‘‘falta de respeito’’ para com a cidade, diz, é o governo não ter respondido à sugestão do Conselho que indicou o Major Rubens Guimarães de Souza, do 15º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Rolândia, para assumir o comando do 5º BPM de Londrina. ‘‘Nós entregamos a sugestão nas mãos do Comandante Geral da PM, Coronel Luiz Fernando de Lara há mais de um mês. Não obtivemos nenhuma resposta.’’ Ele lembrou que uma das reivindicações da Carta, assinada por mais de 150 entidades do município, é justamente que a cidade participe da escolha do comandante do 5º BPM.
‘‘Já que o governo não cumpre suas obrigações, vamos usar os mesmos recursos que ele utiliza contra o cidadão que não paga seus impostos. Vamos cobrar na Justiça os nossos direitos de cidadãos’’, disse.

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