Maringá - Membros do Conselho Tutelar de Maringá denunciaram ontem falta de estrutura para trabalhar. Eles disseram que estão sem computadores, máquina de fotocópias e que falta divulgar o novo endereço. Desde janeiro, o município passou a ter duas sedes, uma na Zona Sul e outra na Zona Norte. A divisão teria contribuído para os problemas.
O presidente do Zona Norte, Vandré Fernando Alvarenga, afirmou que há tempos vem pedindo computadores para todos os conselheiros, mas até agora não obteve resposta da Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Sasc). Com isso, os cinco conselheiros que trabalham no local precisam preencher todas as fichas de atendimento - que são confidenciais, manualmente.
Ele informou que a unidade da Zona Norte tem dois computadores, mas não são suficientes. Por mês, são realizados cerca de 30 atendimentos no local. ''Precisaríamos de um computador para casa conselheiro. Dessa forma conseguiríamos atualizar os atendimentos com rapidez'', argumentou.
Ainda segundo Alvarenga, outro problema é a falta da fotocopiadora. Os conselheiros precisam ir até a prefeitura cada vez que necessitam de uma cópia. Eles acreditam que a quantia gasta com gasolina até agora já teria sido suficiente para custear a máquina.
''Nós não estamos pedindo dinheiro. Queremos apenas estrutura para atender a comunidade'', enfatizou Alvarenga, que apontou também a falta de divulgação dos endereços do Conselho. ''Esse fato já inibe muitas pessoas de dar andamento à denúncia'', observou.
A secretária de Assistência Social e Cidadania, Sandra Franchini da Costa, justificou que a falta de equipamentos é temporária e tudo está sendo comprado. ''É preciso entender que essa nova sede foi inaugurada em janeiro e só estava programada para o orçamento de 2008. O problema é que uma licitação de compra leva em média três meses. Tudo já foi licitado e logo eles deverão receber os equipamentos'', prometeu. Ela disse também que desde a abertura do novo endereço, a Sasc vem divulgando o local e orientando as pessoas.

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