O Conselho Tutelar de Londrina realizou neste ano 3.936 atendimentos a crianças, adolescentes e suas famílias. A nova presidente do Conselho, a assistente social Maria Helena de Souza Costa Castardo, que tomou posse anteontem, considera que o órgão poderia ter prestado à comunidade um serviço ainda maior e melhor se contasse com mais infra-estrutura.
De acordo com ela, que nos últimos anos esteve envolvida em trabalhos da Pastoral da Criança e Conselho de Saúde da região oeste da cidade, os principais problemas vividos pelas crianças e adolescentes londrinenses têm ligação com a desestruturação familiar, o consumo de drogas e consequente evasão escolar.
No plantão noturno de anteontem - o primeiro dia de trabalho dos cinco conselheiros eleitos para um mandato de três anos -, foram atendidas 17 crianças e adolescentes. Elas estavam nas ruas, envolvidas em brigas em escolas ou sendo agredidas em suas casas. Todas foram orientadas e encaminhadas de volta aos seus lares ou para entidades assistenciais.
Casada e mãe de duas filhas adolescentes, Maria Helena Castardo afirma que uma das primeiras providências do novo Conselho é desenvolver ações que tornem o Estatuto da Criança e Adolescente e o próprio órgão mais conhecidos pela sociedade. ‘‘Grande parcela da comunidade ainda desconhece as nossas funções, atividades e serviços prestados. E o Estatuto, um documento da maior importância social, também é muito incompreendido. Neste sentido, buscaremos uma maior integração do Conselho com os demais órgãos públicos e entidades da cidade.’’
Na tarde de ontem, ela se reuniu com outros conselheiros - entre os quais a também assistente social Denise Adriana Gonçalves - para começar a definir as principais linhas de atuação do órgão. Denise Gonçalves, casada, é a nova secretária geral do Conselho. Entre as necessidades mais prementes, as conselheiras apontam a falta de um serviço de localização e identificação de pais, o funcionamento da Comunidade Terapêutica de recuperação de usuários de drogas - inaugurado em março, mas ainda não ativado -, e o aumento no número de vagas em creches.
Os cinco conselheiros - eleitos pelos eleitores londrinenses - recebem um salário mensal de aproximadamente R$ 1.100,00 e se dedicam exclusivamente a este trabalho. Eles se revezam em plantões noturnos, de fins de semana e feriados. O Conselho atende, portanto, 24 horas por dia durante o ano inteiro. A sede fica na Supercreche (área central), e os contatos podem ser feitos pelos telefones (043) 324-3426 e 991-6752. Todos os serviços prestados são gratuitos e desenvolvidos em conjunto com a Vara da Infância e Juventude.

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