O Conselho Municipal de Meio Ambiente de Londrina deve apresentar, dentro de dez dias, um termo de ajustamento do cronograma de obras do Lago Igapó, na área central de Londrina. O Igapó foi esvaziado há um ano para obras de revitalização. Segundo a coordenadora da comissão executiva do Conselho, Maria Zanata, o objetivo é que a prefeitura tenha um plano de recuperação do Igapó e da bacia do Ribeirão Cambezinho. ''As questões técnicas são de competência da prefeitura, as questões ambientais são do Conselho.''
A decisão dos conselheiros foi tomada em uma reunião anteontem à noite. Ontem haveria um novo encontro para começar a traçar o termo de ajustamento. Segundo ela, a Universidade Estadual de Londrina (UEL) tem um projeto praticamente pronto para o Igapó. ''Nós precisamos conhecer esse projeto e trabalhar as ações em conjunto pois o objetivo é recuperar o lago.''
O promotor Bruno Gallati, que participou como representante do Ministério Público, ressaltou a importância de definir ações e o compromisso de todos os órgãos envolvidos. Segundo ele, é preciso ter uma postura técnica em relação ao problema. ''Encher ou não o lago é uma questão que dever ser decidida pelos técnicos. É importante planejar a ação ambiental a curto, médio e longo prazo.'' A previsão da prefeitura é que o lago esteja cheio novamente na semana que vem.
O secretário do Meio Ambiente, João Mendonça, disse não ver prejuízo em encher o lago. Segundo ele, não adianta desassorear sem que haja um trabalho de educação ambiental. Disse ainda que a questão do desassoreamento terá que esperar o processo. ''Não se sabe quanto vai custar essa obra, é preciso ter esses custos e saber de onde virão os recursos.''
A empresa Terraplanagem e Construções Gouveia Ltda foi a vencedora da licitação para a execução das obras da 3 fase do Igapó II. A empresa apresentou a proposta de R$ 296.982,84 para a construção de uma passarela para pedestres, de uma pista de caminhada e iluminação. O prazo para conclusão é 90 dias a partir da ordem de serviço.

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