Conselho tira menores da prostituição
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sábado, 11 de janeiro de 1997
Sucursal de Foz do Iguaçu 
O Conselho Tutelar de Foz do Iguaçu flagrou, anteontem à tarde, quatro menores que se prostituíam numa casa da Avenida Airton Sena, bairro Beverly Falls Park, a 4 quilômetros do centro da cidade. Alertada sobre a blitz, a proprietária do estabelecimento, conhecida por Carol, fugiu do local, para se livrar da prisão. Às 17h05, policiais militares acompanharam na visita, integrantes do Conselho e o promotor de Justiça da Vara da Infância e da Juventude, Ourival dos Santos Filho.
R.B., 17 anos, L.Z., 15, T.S., 14, e S.S., 17, de famílias humildes, frequentavam a casa há vários dias. O Conselho e o promotor constataram que as meninas aliciadas são regidas por uma espécie de pensionato.
O total de mulheres seria 15, porém, apenas quatro se encontravam no momento da vistoria. Todas ganham por programas, mas a maior parte do dinheiro fica com a proprietária. Há outras casas com funcionamento semelhante, mas para entrar lá o Conselho necessita de denúncia formalizada e mandado judicial.
Segundo o Conselho, Carol tem outra boate, na qual menores aprendem a falar espanhol para acompanhar executivos na Europa. A mãe de uma das moças pensou que ela estivesse trabalhando num hotel ou como laranja, e espantou-se quando descobriu que ela estava amasiada com um chinês, comentou uma integrante do Conselho. A prostituição de menores em Foz do Iguaçu e no Paraguai provocou no ano passado a formação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembléia Legislativa.
Na filaAtraídas pela presença de aproximadamente 500 caminhoneiros retidos entre a aduana Brasil-Argentina, Ponte Tancredo Neves e o município argentino de Puerto Iguazú, a 16 quilômetros do centro de Foz, prostitutas passaram a fazer ponto no local.
Elas se oferecem a motoristas de todas as nacionalidades, especialmente brasileiros e chilenos. Com a onda de assaltos a cargas na fronteira entre os dois países, poucos caminhoneiros abandonam caminhões e carretas. As prostitutas agem sem qualquer incômodo e fazem programas nos próprios veículos. Não há policiamento na área. (Montezuma Cruz)


