Curitiba - As escolas que oferecem cursos supletivos à distância no Paraná só poderão emitir certificados depois que seus alunos passarem pelos exames feitos pela Secretaria Estadual de Educação. A deliberação foi aprovada pelo Conselho Estadual de Educação no início desse mês e tem o objetivo de impedir que os certificados sejam simplesmente vendidos, sem que os estudantes aprendam o conteúdo mínimo.
No Paraná existem nove escolas desse gênero e duas delas estão enfrentando sindicâncias. Elas são acusadas de apenas aplicar provas aos alunos e em seguida fornecer o diploma, sem cumprir o planejamento pedagógico apresentado à secretaria no momento em que pediram autorização para funcionar.
Segundo o presidente da Comissão Permanente de Educação à Distância, do Conselho Estadual de Educação, Teófilo Bacha, uma dessas escolas chegava a lotar ônibus de estudantes de outros estados (Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso do Sul), que vinham até a escola somente para fazer a prova e pegar o certificado. ''Essa escola cobra de R$ 600,00 a R$ 1 mil por diploma'', conta o conselheiro. O nome das escolas está sendo preservado porque o processo de sindicância ainda não chegou ao final.
A Secretaria Estadual de Educação já realiza esses exames, cerca de quatro vezes ao ano, porque também mantém cursos de educação à distância. Segundo Bacha, os testes são simples e o aluno que frequentou uma escola correta não terá dificuldades para ser aprovado. ''Não será nenhum vestibular, mas o aluno terá que saber o básico para conseguir o certificado da graduação que deseja'', alega o conselheiro.
Essa decisão, que ainda será normatizada pela Secretaria de Educação, é retroativa a setembro de 2001. ''Decidimos que fosse retroativa porque uma escola que está atuando hoje no Estado foi aprovada em março deste ano, mas em fevereiro ela já tinha emitido certificado'', revela.
Bacha conta ainda que essa medida deverá ser estendida a outros estados brasileiros, já que o Conselho Nacional de Educação aprovou a decisão. ''Só assim poderemos controlar a qualidade dos cursos de educação à distância'', considera o conselheiro.

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