Marcos Urbaneja, membro do Conselho Municipal e coodenador da ‘‘comissão do fundo’’, que tenta viabilizar a captação de verbas através do artigo 260 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), diz que na próxima quinta-feira tem uma reunião agendada com a delegada da Receita Federal em Londrina para tratar do assunto. ‘‘Essa questão do fundo tem uma problemática na hora de operacionalizar o desconto’’, diz. Segundo ele, a Receita poderá instruir o próprio pessoal para orientar melhor os contribuintes.
O coordenador adianta que, no ano passado, já foram feitas diversas reuniões para tratar do assunto, inclusive com o Sindicato dos Contabilistas e Ministério Público. Depois disso, ele afirma, foi necessário interromper os trabalhos por certo período para uma reavaliação interna do próprio Conselho, do qual ele também faz parte. Agora a comissão voltou a funcionar normalmente.
O próximo passo agora será reativar as reuniões com segmentos da sociedade, pedindo ajuda na viabilização do fundo. Para isso, estão previstos encontros com representantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e também da Associação Comercial e Industrial (Acil), entre outras entidades. ‘‘Também já conseguimos através da Codel uma relação das 100 maiores empresas de Londrina’’, diz o coordenador.
Urbaneja afirma ainda que será feita uma campanha para incentivar as doações. Ele acredita, no entanto, que, para driblar as dificuldades de operacionalização, a Receita Federal poderia repassar diretamente para a conta do fundo os 12% pagos por pessoas físicas e 1% de empresas.
(Lúcio Horta)

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