Conselho sugere mais rigor no combate ao tráfico de drogas
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quarta-feira, 22 de agosto de 2001
Betânia Rodrigues<BR>De Londrina 
Diante do aumento da criminalidade em Londrina, o Conselho Comunitário de Segurança vai sugerir ao Ministério Público mais rigor nas investigações sobre o tráfico de drogas nas escolas. Segundo o presidente da entidade, Ivo Bassi, 30% do tóxico que circula em Londrina passa pelos estabelecimentos de ensino. ''A união entre as drogas, o álcool e as armas é a principal fonte da violência em todo País. Para contê-la, precisamos atacar as bases e a escola, infelizmente, é uma delas''.
O juiz da Vara da Infância e Juventude, Dimas Ortêncio de Melo, convida a comunidade a colaborar com a Justiça. Segundo ele, a idéia do Conselho é boa, mas já existe um grupo de aproximadamente 50 voluntários que verifica as denúncias de tráfico entre os estudantes. ''Nossa dificuldade é a falta de informações'', complementou o juiz.
Para a promotora da Vara da Infância e Juventude, Edina Maria de Paula Silva, o que leva os adolescentes ao crime é o abandono e a omissão da família.
Em Londrina, o Centro Integrado de Assistência ao Adolescente Infrator (CIAADI) atende jovens de 12 a 18 anos acusados de delinquência. A casa tem vaga para 28 meninos e 8 meninas mas, de acordo com a promotora, raramente a capacidade está completa. Ali, os jovens ficam internados por, no máximo, 45 dias enquanto esperam o desenrolar dos processos jurídicos. Se forem considerados culpados, são transferidos para os educandários de Curitiba ou Foz do Iguaçu onde se submetem a medidas sócio-educativas por até três anos.
De acordo com a secretária municipal de Ação Social, Maria Luiza Rizotti, a construção do educandário da cidade depende apenas de uma assinatura do ex-prefeito Jorge Scaff. Uma parte da verba já foi liberada e o prefeito Nedson Micheleti aceitou encaminhar a obra, mas o convênio com o Instituto de Assistência Social do Paraná expirou em 31 de dezembro do ano passado. ''O secretário de governo está cuidando desse detalhe e o início da obra é apenas uma questão de tempo'', concluiu.


