Conselho Regional vai fiscalizar serviços contábeis
Conselho Regional
vai fiscalizar
serviços contábeis
Célia Baroni
O Conselho Regional de Contabilidade (CRC) do Paraná quer fiscalizar o serviço prestado por um terço das empresas de serviços contábeis de Londrina - que eram 110 até o final da primeira quinzena de junho. Cinco inspetores fiscais de Curitiba, Maringá e da região de Londrina estão visitando as empresas de serviços contábeis, contadores autônomos e departamento contábeis de empresas. O Conselho quer conferir se as empresas estão trabalhando com pessoas habilitadas a atuar na área ou estão utilizando práticos - pessoas que não tem formação contábil - para o serviço.
O vice-presidente da Câmara de Fiscalização do CRC, Maurício Fernando Cunha Smijtink, esteve ontem em Londrina. Ele diz que o Conselho recebe inúmeras reclamações de empresas lesadas pela atuação de práticos e maus profissionais. Smijtink afirma: Por falta de informação, muitas empresas entregam a contabilidade nas mãos de pessoas não habilitadas. Só descobrem que pagaram por um serviço que não foi realizado quando é tarde e já estão endividadas com o fisco. O Conselho calcula que existam cerca de 20 mil profissionais da contabilidade habilitados e ativos no Estado (entre técnicos de contabilidade e bacharéis).
O objetivo do Conselho, acrescenta Smijtink, é impedir a ação de leigos e garantir obediência às normas brasileiras e aos princípios fundamentais de contabilidade. Queremos é proteger o usuário dos maus profissionais e preservar o mercado de trabalho do profissional contabilista, observa. O programa de fiscalização do Conselho começou na quarta-feira e inclui ainda uma pesquisa junto aos usuários de serviços contábeis.
A pesquisa está sendo realizada em parceria com o curso de Ciências Contábeis da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Ao todo, 10 estagiários da UEL estão envolvidos no trabalho, que deverá atingir 4.500 empresas só na Cidade. Supervisionados por fiscais do CRC, os estagiários vão visitar as empresas munidos de um formulário específico, visando a identificação do responsável técnico pela escrituração fisco-contábil.
Identificado o responsável, os fiscais do conselho entram em ação para conferir se ele tem ou não habilitação, explica. Até ontem já haviam sido fiscalizados 15 escritórios contábeis e pesquisadas 926 empresas. O programa implantado em Londrina pelo CRC é experimental e, dependendo dos resultados, deverá ser levado para o resto do Estado.





