Conselho recomenda afastamento de investigador
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 24 de outubro de 2003
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba O Conselho da Polícia Civil recomendou o afastamento preventivo do investigador do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), Kamil Salmen. Ele é acusado pelo Ministério Público (MP) de ser um dos administradores de uma casa de shows para executivos, em Curitiba. O afastamento ocorreria até que fossem realizadas todas as investigações sobre o suposto envolvimento dele com o favorecimento à prostituição.
Segundo a Promotoria de Investigações Criminais (PIC), documentos e degravações de fitas cassetes reforçariam a tese. Outro policial investigado pelo MP é o delegado Fauze Salmen, pai de Kamil. Depoimentos de mulheres que trabalham na casa de shows confirmariam que ele era um dos administradores da boate.
Ontem, o secretário de Segurança Pública do Paraná, Luiz Fernando Delazari, disse, em entrevista a uma emissora de TV, que já havia afastado os policiais. ''A casa era dirigida por policiais civis e eles já estão afastados e vão ser rigorosamente investigados'', afirmou. A assessoria de imprensa ontem, porém, não confirmava a informação.
Em dez dias, o promotor Dicesar Augusto Krepsky pretende ter material suficiente para o oferecimento da denúncia. Outras autoridades, entre empresários e políticos, estariam envolvidos no esquema de prostituição.
Fauze nega que tenha tido qualquer participação administrativa na casa de shows. O advogado Cláudio Dalledone Júnior, que defende o investigador, disse ontem que já solicitou ao MP o dossiê e promete entrar com uma medida judicial que reestabeleça o cargo dele.


