Da Sucursal

Kraw PenasEstudosTécnicos das Secretarias de Segurança dos quatro Estados do sul durante a 8ª reunião do Conselho de Segurança do Codesul que termina hojeO Conselho de Segurança do Codesul, que reúne Paraná, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, quer que o Exército assuma a fiscalização sobre o contrabando de armas nas fronteiras brasileiras com os países do Mercosul.
O secretário de Segurança do Rio Grande do Sul, José Fernando Eichenberg, que trasmite hoje em Curitiba, o cargo de presidente do conselho ao secretário de Segurança do Paraná, Cândido Martins de Oliveira, acha que só o Exército tem condições de combater o crime organizado nas fronteiras. ‘‘A Polícia Federal não tem efetivo para cumprir essa missão’’, justificou.
A proposta do secretário gaúcho foi encampada pelos outros Estados que aprovaram no final do ano passado, resolução pedindo que o governo federal envolva o Exército no combate ao crime na região. ‘‘Com o fim da guerra fria, os contrabandistas de armas passaram a abastecer o crime organizado’’, disse Cândido Oliveira, que apóia a idéia.
Segundo Eichenberg, a proposta foi bem recebida pelo ministro da Justiça, Nelson Jobim, mas ainda está sendo estudada pelo Exército. ‘‘Hoje, as Forças Armadas só fazem esse trabalho na região Norte do País’’, explica.
A integração dos bancos de dados das polícias dos quatro Estados é apontada como o principal avanço conseguido nos dois anos de operação do Conselho de Segurança do Codesul, na reunião que se encerra hoje em Curitiba. O sistema ‘on line’ implementado a partir de 95 permite que as polícias desses Estados tenham acesso instantâneo ao cadastro com as fichas e fotos dos 350 principais foragidos, e ao registro de armas legais ou em situação irregular na região do Codesul.
Nesse período, foram feitas 20 operações conjuntas, que resultaram na apreensão de 580 veículos roubados e 360 armas irregulares, na captura de 78 foragidos da Justiça, além de R$ 8 milhões em multas por sonegação fiscal.
O mesmo sistema permite acesso aos bancos de dados criminais das províncias argentinas da fronteira. ‘‘Antes não havia nenhuma troca organizada de informações entre as polícias do Brasil e Argentina, o que dificultava muito nosso trabalho’’, comentou Waldemar Flores, Comissário da polícia da província de Missiones, na Argentina.
Hoje, o conselho assina protocolo com a província de Buenos Aires, que vai oficializar o acesso mútuo às informações sobre carros roubados e foragidos entre o Codesul e a polícia argentina. O Brasil vai ter licença também para usar os softwares desenvolvidos pelos argentinos.

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