Conselho quer atenção para projeto de flanelinhas
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segunda-feira, 14 de setembro de 1998
Osmani Costa 
É preciso que tenhamos cuidado ao tratar deste assunto, porque as pessoas que trabalham neste setor quase sempre são tachados de aproveitadores e confundidos com marginais, como se fossem casos de Polícia. Devemos evitar esta abordagem pelo lado marginal, até porque a maioria dos guardadores de carros é formada por adultos desempregados ou pessoas que fazem deste bico uma complementação para os insuficientes salários que recebem mensalmente.
Esta avaliação é do secretário geral do Conselho Tutelar do Adolescente e da Criança de Londrina, Julio Botelho, em relação ao projeto de lei que tramita na Câmara objetivando regulamentar a atuação dos guardadores de automóveis - conhecidos como flanelinhas - em áreas de segurança e estacionamentos não supervisionados pelos profissionais da Zona Azul. Pela proposta, os guardadores teriam que se cadastrar junto a órgãos municipais, passariam a trabalhar uniformizados e com crachás, em áreas específicas, e só receberiam as gorjetas que os motoristas se dispusessem a dar espontaneamente. O projeto, de autoria do vereador Salvador Francisco (PSB), foi retirado temporariamente da pauta de votação, na sessão da última quinta-feira, para estudos e pareceres da Secretaria de Ação Social, da Promotoria de Defesa da Infância e Juventude, da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), e o do próprio Conselho Tutelar.
Vamos aguardar a chegada da solicitação do parecer da Câmara, para conhecer detalhadamente o projeto e aprofundar a discussão sobre o tema. Mas é importante que evitemos desde logo a discriminação, o tratamento preconceituoso e a marginalização das pessoas que tentam ganhar a vida honestamente como guardadores de carros, afirma Julio Botelho.


