Conselho protesta contra governo e visita prédio da prisão provisória
Nenhuma autoridade policial ou política, candidato a cargo político ou representante do poder municipal apareceu ontem de manhã no Jardim Del Rey (zona sul) para o abraço simbólico à Prisão Provisória de Londrina. Na corrente de protesto contra a demora no início de funcionamento da Prisão Provisória estavam apenas os membros do Conselho Comunitário de Segurança. O conselho representa cerca de 200 entidades da cidade.
Este foi um ato simbólico para demonstrar o descontentamento da comunidade com o descaso do governo. Enquanto a situação não estiver resolvida vamos estar organizando outras ações para pressionar o governo a cumprir sua obrigação, disse o presidente do Conselho, Jorge Coimbra. Além de reclamar da falta de sensibilidade do governo para a gravidade da situação, Coimbra puxou a orelha da população. As pessoas têm de se envolver mais, participar dos movimentos para que o governo perceba o nível de descontentamento que está gerando, cobrou.
Os manifestantes, no entanto, puderam sentir o gostinho de visitar parte das instalações. Por volta das 11 horas investigadores da Polícia Civil, em nome do delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, Wanderci Corral Fernandes, abriram as portas da Prisão Provisória. Nem todos os setores foram visitados porque os policiais não encontraram as chaves. O delegado-chefe não compareceu ao protesto.
Isto mostra mais uma vez que o governo perdeu o referencial em relação às prioridades de uma cidade do porte de Londrina, afirmou o presidente do Rotary Club Londrina Nordeste, Assad Jannani, que também participou da manifestação.Paulo WolfgangAbraçoMembros do conselho que representa 200 entidades de Londrina: ato contra demora no funcionamentoCélia Baroni





