O prefeito de Foz do Iguaçu, Harry Daijó (PPB), define amanhã se renova o decreto de intervenção da Santa Casa Monsenhor Guilherme - o maior hospital da região Extremo-Oeste do Estado.
A Santa Casa está sob intervenção municipal desde 17 de abril do ano passado, em consequência da dívida de R$ 3 milhões e da ameaça de suspensão no atendimento por parte da Irmandade. O prazo da intervenção se expira no sábado.
O Conselho Municipal de Saúde (Comus) está propondo a desapropriação das dependências e dos equipamentos da Santa Casa. Composto por representantes de 15 entidades ligadas à área de saúde, o Comus definiu a proposta em sua última reunião, realizada na terça-feira desta semana.
Além de sugerir ao prefeito a desapropriação, os membros da entidade aprovaram também a sugestão de administração compartilhada, da qual participariam entidades públicas e privadas. O nome deste novo órgão seria Fundação Hospitalar.
Segundo Sadi Buzanelo, secretário municipal de Saúde, outras propostas como a municipalização ou a devolução da Santa Casa à Irmandade Monsenhor Guilherme estão descartadas. Segundo dados da Secretaria de Saúde, foram atendidas, desde a intervenção, 50 mil pacientes, com gasto diário médio de R$ 11 mil. O hospital tem 260 funcionários.

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