Conselho pede mais segurança em Maringá
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 12 de setembro de 2005
Marta Ortega<br>Reportagem Local 
Maringá Uma campanha envolvendo a população de Maringá vai discutir a questão da segurança pública da cidade e pedir providências ao governo do Estado. O movimento está sendo encabeçado pelo Conselho Municipal de Segurança, que ontem criou uma comissão para organizar ações e protestos. A liderança do movimento decidiu ainda enviar uma carta-protesto ao governo estadual.
A discussão foi motivada pelo assassinato do empresário Rubens Orlandini, de 41 anos, ocorrido no sábado, quando saía de uma de suas empresas, a Art Vinha, em plena avenida Brasil, no Centro da cidade. O empresário foi abordado por dois homens numa moto que roubaram o malote, atiraram nele e fugiram. O enterro do empresário aconteceu no domingo.
Com o tema ''Basta à Violência'', os integrantes pretendem fazer uma manifestação contra o governo, agendada para a próxima sexta-feira. ''Queremos mostrar à população que o verdadeiro descaso do governo (Roberto) Requião na área de segurança pública em nossa cidade'', afirmou o presidente do conselho, Everaldo Belo Moreno.
Segundo ele, a intenção é salientar aos moradores que não há investimentos no setor. ''Ao contrário do que vem afirmando o governo, na cidade faltam efetivos policiais, equipamentos e viaturas para garantir a segurança dos moradores''.
Moreno afirma que o último investimento em segurança em Maringá aconteceu em 1976. ''Hoje, o efetivo policial da cidade é ainda menor que naquela época. O resultado que temos no combate à criminalidade em Maringá é fruto do trabalho da comunidade e não por conta da Secretaria de Segurança Pública'', criticou.
Segundo ele, o 4º Batalhão da Polícia Militar (PM), que atende 23 municípios, tem um efetivo de 540 homens. ''Para Maringá, são 340 policiais, grande parte deles trabalhando com segurança e serviços burocráticos. O que sobra, em média, 70 policiais por turno, que fazem patrulhamento no trânsito, repressão aos crimes e investigações. É muito pouco'', reclamou Moreno. A Organização das Nações Unidas (ONU) sugere 1 policial para 250 habitantes. Maringá tem cerca de 370 mil habitantes.
''Para o combate ao narcotráfico em Maringá temos apenas um delegado e um agente policial. Os policiais fazem o que podem, mas precisam de mais respaldo do governo para conseguir combater a criminalidade. Talvez por isso a degradação total da segurança, também em Londrina, Foz do Iguaçu e Cascavel. Precisamos de prevenção'', exigiu Moreno. De acordo com o conselho, a cidade já contabilizou 27 homicídios desde o começo do ano, superando o número registrado durante os 12 meses de 2004.


