Conselho não aceita fim das blitze de trânsito
O presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Londrina, Jorge Coimbra, disse ontem à Folha que a cidade não pode aceitar a suspensão das blitze feitas pela Companhia de Trânsito (Ciatran). O cancelamento das blitze foi anunciado anteontem pelo comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, Ademir Costa. A medida foi tomada porque o pátio da companhia está lotado. Em declaração à Folha ele afirmou que os carros estavam sendo colocados na rua, sem nenhuma garantia contra depredações e furtos.
Temos que movimentar todas as forças de nossa cidade para contornar este problema. Não é lógico que uma cidade como Londrina seja penalizada porque não tem mais lugar para guardar carros apreendidos, afirmou Coimbra.
Coimbra prometeu para segunda-feira vai reunir-se com lideranças da cidade e visitar o comandante Costa, para buscarem juntos uma solução para o problema.
O presidente do Conselho enfatizou que essa situação não é admissível. Falta-nos representatividade política em Curitiba, alguém que realmente defenda nossos direitos e interesses, desabafou. Ele afirmou que foi tomado de surpresa com a notícia da suspensão das blitze. A Companhia de Desenvolvimento de Londrina havia prometido a cessão de uma área mas voltou atrás alegando que isso gerou grandes transtornos.
Costa recebeu a promessa do município de, por empréstimo, a Ciatran ocupar o terreno de cinco metros quadrados que fica ao lado do Tiro de Guerra, na Avenida Salgado Filho (zona leste). Segundo ele, para que a ocupação seja concretizada, a Secretaria de Administração deverá repassar o terreno para o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) e o órgão doá-lo à Ciatran. Não existe data marcada para esta doação.Arquivo FolhaInadimissívelCoimbra, do Conselho de Segurança de Londrina: Falta apoio políticoPaulo Ubiratan





