A implantação do sistema audiovisual na Delegacia de Cianorte custou cerca de R$ 2 mil. O valor entretanto, pode variar de acordo com o tipo de computador que se deseja adquirir e de alguns equipamentos como microfone e suporte para microfone. Em Cianorte, o dinheiro usado para a compra dos equipamentos veio do Conselho Comunitário de Segurança. ''Estamos investindo no aparelhamento da polícia porque a segurança pública deve ser uma preocupação de toda sociedade'', disse o presidente do Conselho, o empresário Antonio Lino da Silva Filho.
Ao liberar os recursos, Silva Filho admite que o Conselho tem mais facilidade para fiscalizar os atos da polícia e cobrar ações em prol da comunidade. Há três anos na presidência reeleito este ano para o segundo mandato Silva Filho afirma que o objetivo do Conselho é atuar em parceria com a polícia, com o Ministério Público e com a Justiça, buscando desenvolver projetos que venham contribuir para maior segurança da população.
O Conselho está financiando a ampliação da delegacia que foi projetada para abrigar 32 presos, mas está com 75 pessoas encarceradas nas sete celas existentes. Estão em construção mais sete celas e um abrigo para adolescentes infratores.
No total, o Conselho Comunitário está investindo R$ 70 mil para a reforma e ampliação da delegacia. ''Tenho certeza que será um dinheiro bem investido porque os presos também têm que ter um local digno para se recuperarem'', disse Silva Filho. Segundo ele, os recursos do Conselho são provenientes do pagamento das penas pecuniárias recolhidas pela Justiça. Além da Delegacia de Polícia de Cianorte, o órgão distribui parte da verba que recebe para outras entidades como a ''Rai© nha da Paz'' que trabalha na recuperação de adolescentes infratores.
Este ano, o Conselho também repassou R$ 30 mil para a construção da Casa de Recuperação de Drogados. Em média, a arrecadação anual do Conselho é de R$ 130 mil.
De acordo com o delegado Saulo Barreto, o Conselho Comunitário vem ajudando inclusive no abastecimento e manutenção das viaturas. ''Se não fosse a colaboração do Conselho, nós não conseguiríamos fazer esta ampliação e com certeza teríamos nosso trabalho prejudicado no dia-a-dia'', desabafou.
Para o presidente do Conselho, o interessante não é ficar discutindo de quem é a responsabilidade da segurança pública. ''O que sabemos é que o governo não repassa os recursos necessários, mas não podemos cruzar os braços. Nós, empresários e representantes da comunidade também devemos dar a nossa contribuição para a garantia da segurança'', pondera.
O próximo passo do Conselho, conforme Silva Filho, será repassar para a Delegacia, um terreno de aproximadamente 600 metros quadrados que pertencia à Companhia Melhoramentos Norte do Paraná e foi doado para o Conselho. ''Futuramente pretendemos construir um barracão para que os presos possam trabalhar, ter uma ocupação e quem sabe aprender uma profissão'', prevê.

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